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Triste Adeus: Atriz Elizangela morre aos 68 Anos no Rio de Janeiro

3 de nov. de 2023
3 min de leitura

Segundo informações da administração municipal de Guapimirim (RJ), a atriz de 68 anos foi levada ao Hospital Municipal José Rabello de Mello após sofrer uma parada cardiorrespiratória, com atendimento prévio da equipe do SAMU.

A atriz Elizangela morreu nesta sexta-feira (03), aos 68 anos - Foto Reprodução / Redes Sociais





Uma das personalidades mais adoradas da televisão brasileira, a renomada atriz Elizangela, faleceu aos 68 anos nesta sexta-feira (3) em Guapimirim, no interior do estado do Rio, conforme informado pela administração local. De acordo com a Prefeitura Municipal de Guapimirim, a atriz passou por um mal-estar e foi levada ao Hospital Municipal José Rabello de Mello com uma parada cardiorrespiratória, após o atendimento do SAMU. A equipe médica fez tentativas de reanimação tanto no translado, quanto na unidade, mas sem sucesso.


“A Prefeitura Municipal de Guapimirim, lamenta a morte da consagrada atriz. Esta é a segunda vez que o sistema de saúde do município atendeu Elizangela. Na primeira, Elizângela deu entrada na unidade com graves problemas respiratórios, e depois de algumas semanas, teve alta da unidade”, informa o comunicado do órgão.

Internação por decorrência da Covid-19


No ano passado, a atriz foi hospitalizada no mesmo município em estado crítico devido a complicações respiratórias decorrentes da Covid-19, necessitando de intubação. De acordo com informações da prefeitura, ela chegou ao Hospital Municipal José Rabello de Mello em condições muito precárias e houve a necessidade quase imediata de intubação. A assessoria do hospital afirmou que a artista era expressamente contrária à vacinação e que não havia recebido nenhuma dose do imunizante.


Na ocasião, a sua assessoria de imprensa havia afirmado que a atriz era "bem rebelde" e radicalmente contra a vacinação, o que ela frequentemente compartilhava em suas redes sociais. Isso a tornou uma figura polêmica em meio ao cenário da pandemia, onde a vacinação é considerada a melhor estratégia para combater a disseminação do vírus. A atriz, após sua internação, recebeu alta médica do hospital, mas com a necessidade de continuar usando suporte de oxigênio.


Uma Carreira Brilhante no Palco e na Tela


Nascida em 1954, no Rio de Janeiro, Elizângela do Amaral Vergueiro, conhecida simplesmente como Elizangela, iniciou sua carreira no teatro e na televisão ainda jovem. Sua carreira na televisão teve início no "Clube do Guri" da TV Tupi Rio, e em 1965, ele assumiu a apresentação do programa "Essa Gente Inocente" na TV Excelsior do Rio. Na Globo Rio, fez sua estreia em 1966 no "Clube do Capitão Furacão", um programa infantil da Globo Rio liderado por Pietro Mário. Foi nos anos 70 que ele deu os primeiros passos como ator em novelas. Seu talento, carisma e versatilidade a transformaram em uma das atrizes mais respeitadas do país.


Logo em seguida, iniciou sua carreira como apresentadora de outro programa de variedades, chamado 'Show da Cidade', ao lado dos jornalistas Edna Savaget e Guima (José Antônio de Lima Guimarães). Mesmo com essa nova empreitada, Elizangela não abandonou o 'Capitão Furacão', que era exibido imediatamente antes na programação.


Em 1969, enquanto ainda trabalhava no 'Capitão Furacão', Elizangela recebeu um convite para atuar em um longa-metragem intitulado 'Quelé do Pajeú', que foi dirigido por Anselmo Duarte. No ano seguinte, ela brilhou nas telonas em mais um filme, 'O Enterro da Cafetina', uma adaptação de diversas histórias de Marcos Rey. Em 1971, Elizangela assumiu seu terceiro papel no cinema, estrelando 'Vale do Canaã', inspirado em um conto de Graça Aranha.


Iniciou sua jornada como cantora sem grandes expectativas. Seu desejo era simples: cantar por amor, já que tinha um profundo apreço pela música, sem jamais considerar a ideia de seguir uma carreira profissional na área. Entretanto, à medida que as pessoas elogiavam sua voz, ela decidiu dar uma chance a esse novo caminho. Sua carreira como atriz estava em um período instável, o que a motivou a explorar novas oportunidades. Em 1978, ela entrou em estúdio e gravou um compacto simples, intitulado "Elizângela". Esse single incluía as canções "Ele ou Você" e "Pertinho de Você", sendo distribuído pela gravadora RCA não apenas por todo o Brasil, mas também no exterior.


Elizangela ganhou destaque em diversas produções da Rede Globo, tornando-se uma figura icônica em novelas, minisséries e filmes. Entre seus papéis memoráveis estão personagens como, Marilda de "Roque Santeiro", Patrícia de "Locomotivas", Rosemary Pontes de "Pedra sobre Pedra", Magnólia de "Por Amor", a divertida Noêmia de "O Clone", Djenane de "Senhora do Destino", Shirley Miranda de "Cobras & Lagartos", Cilene de A Favorita, a divertida Nicole no remake de Ti Ti Ti, Aurora Duarte, mãe da Bibi Perigosa na novela "A Força do Querer", e muitos outros que marcaram gerações de telespectadores.


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