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Cientistas revelam segredos há muito tempo guardados sobre a construção das pirâmides egípcias

18 de mai. de 2024
2 min de leitura

Pesquisadores afirmam ter desvendado o enigma por trás da construção das pirâmides egípcias. De acordo com eles, os monumentos foram provavelmente erguidos às margens de um antigo curso do Rio Nilo, hoje extinto.


Complexo de Gizé - Foto Reprodução/Getty Images/via BBC





Por décadas, as pirâmides do Egito têm sido objeto de fascínio e mistério. Monumentos grandiosos, como a Grande Pirâmide de Gizé, desafiaram historiadores, engenheiros e arqueólogos a desvendar os segredos de sua construção. Recentemente, uma equipe de cientistas acredita ter desvendado um dos maiores enigmas da antiguidade: como as 31 pirâmides do país foram construídas a mais de 4 mil anos.


A Chave para o Mistério


Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte em Wilmington, nos Estados Unidos, descobriram que as pirâmides provavelmente foram construídas ao longo de um antigo braço do Rio Nilo, que há muito tempo desapareceu e agora está oculto sob desertos e terras agrícolas. Há muitos anos, os arqueólogos acreditam que os antigos egípcios utilizaram uma via navegável próxima para transportar materiais, como os blocos de pedra, necessários para a construção dos monumentos. No entanto, "ninguém tinha certeza sobre a localização, a forma, o tamanho ou a proximidade dessa enorme via navegável em relação às pirâmides", explica o professor Eman Ghoneim, um dos autores do estudo.


Evidências e Experimentos


Em um esforço intercontinental, um grupo de pesquisadores utilizou imagens de radar via satélite, mapas históricos, levantamentos geofísicos e sondagem de sedimentos — uma técnica arqueológica para recuperar evidências a partir de amostras — para mapear o "braço" do rio, que eles acreditam ter desaparecido devido a uma grande seca e tempestades de areia há milhares de anos. A equipe conseguiu atravessar a superfície arenosa e gerar imagens de características ocultas utilizando tecnologia de radar, de acordo com o estudo publicado na revista científica Nature.


Entre elas, estavam "rios enterrados e estruturas antigas" encontrados nas encostas onde a maioria das pirâmides do Antigo Egito está situada, como observa Ghoneim. Suzanne Onstine, coautora do estudo, menciona em entrevista à BBC que "localizar a verdadeira extensão [do rio] e ter os dados que mostram a existência de uma via navegável que poderia ser utilizada para transportar blocos mais pesados, equipamentos, pessoas, enfim, tudo, realmente nos ajuda a entender a construção das pirâmides".


A pesquisa revelou que o trecho deste rio, apelidado de Ahramat (do árabe "pirâmide"), estendia-se por aproximadamente 64 quilômetros, com largura variando entre 200 e 700 metros. Este curso fluvial ladeava 31 pirâmides, erigidas entre 4,7 mil e 3,7 mil anos atrás.


A Importância da Descoberta


A revelação deste antigo braço do rio oferece uma explicação para a alta concentração de pirâmides entre Gizé e Lisht, uma região hoje desolada no Deserto do Saara. A proximidade dessa extensão do rio com os monumentos sugere sua atividade durante a construção das pirâmides, como indicado no artigo. Onstine sugere que os egípcios antigos podem ter aproveitado a energia do rio para transportar os imensos blocos, poupando o esforço humano. Ele destaca que isso teria sido muito menos trabalhoso. O Rio Nilo foi a espinha dorsal do Antigo Egito e permanece assim até os dias atuais.


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