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Tragédia em Vinhedo: Informações sobre a companhia aérea e o modelo da aeronave envolvida no acidente

9 de ago. de 2024
3 min de leitura

Originalmente conhecida como Passaredo Linhas Aéreas, a empresa foi fundada em 1995 em Ribeirão Preto (SP) e enfrentou diversos desafios financeiros ao longo de sua trajetória.


Avião que caiu em Vinhedo, SP, ficou destruído - Foto Reprodução/ Arquivo pessoal de Morador





O acidente aéreo ocorrido no início da tarde desta sexta-feira (09) em Vinhedo (SP) resultou em perdas irreparáveis e levanta diversas questões sobre as circunstâncias e as entidades envolvidas nas investigações que será iniciada. O avião comercial, que partiu de Cascavel, no Paraná, com destino ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com 57 passageiros e quatro tripulantes a bordo, caiu em uma área residencial do município paulista. A seguir, apresentaremos informações detalhadas sobre a companhia aérea envolvida e o modelo da aeronave que está no centro das investigações.


Companhia Aérea


A companhia aérea envolvida na tragédia em Vinhedo é a VoePass, anteriormente conhecida como Passaredo Linhas Aéreas. Fundada em julho de 1995 na cidade de Ribeirão Preto (SP), a empresa surgiu como o braço aéreo regional da Viação Passaredo, que operava aviões Embraer 120 Brasília. Com 29 anos de história, a VoePass é uma das companhias aéreas brasileiras mais antigas em operação, embora tenha enfrentado diversos desafios econômicos ao longo dos anos.


A experiência durou poucos anos até que a desvalorização da moeda brasileira a tornasse inviável. Em 2002, a companhia aérea enfrentou um novo revés ao suspender suas operações devido a dificuldades financeiras. A atividade foi retomada em 2004, agora de forma independente da Viação Passaredo. O período de maior crescimento da história da empresa viria mais tarde, em 2008", informa o site especializado Aeroin. "Foi uma fase de ouro do ponto de vista operacional, quando 17 jatos Embraer passaram a fazer parte da frota.


A empresa enfrentava dificuldades financeiras e, em outubro de 2012, a Passaredo solicitou recuperação judicial para renegociar suas dívidas. O processo de recuperação foi concluído em 2017. Em 2019, os controladores da Passaredo adquiriram o controle da MAP Linhas Aéreas e fundaram a nova marca Voepass Linhas Aéreas. Atualmente, a Voepass opera com uma frota de 15 aeronaves da fabricante franco-italiana ATR, incluindo os modelos ATR 72-500, ATR 72-600 e ATR 42-500, e possui um acordo de compartilhamento de voos (codeshare) com a Latam.


De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a companhia é a quarta maior do Brasil, detendo uma participação de 0,5% no mercado doméstico. Segundo informações fornecidas pela própria empresa, ela opera em 37 destinos em todo o Brasil e transportou mais de 500 mil passageiros em 2023. Em julho, a Voepass anunciou a expansão de suas operações, com planos para retomar voos para Barreiras (BA), Brasília (DF), Uberlândia (MG) e Vitória da Conquista (BA) a partir de janeiro de 2025.


Em 2014, quando ainda se chamava Passaredo, a companhia aérea foi destacada como "a mais segura do Brasil" em um ranking do site AirlineRatings.com, que avaliou 449 empresas de aviação com base em critérios de segurança, conforme reportado pela BBC na época.


Modelo da Aeronave Que Caiu



Como foi o avião que caiu em Vinhedo – Reprodução de fotos





Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o modelo é um turboélice com capacidade para 74 assentos. Fabricado pela ATR, uma das principais fabricantes de aviação do mundo com sede na França, o ATR-72-500 pode atingir uma velocidade máxima de cruzeiro de 511 km/h. A aeronave possui 7,65 metros de altura, 27 metros de comprimento e de envergadura, e tem uma autonomia de voo de 1.324 quilômetros. O peso máximo em serviço que o avião pode carregar é de 7 mil quilos.


Investigação


A queda em espiral do avião que sofreu um acidente nesta sexta-feira sugere a possibilidade de um estol, um fenômeno em que a aeronave perde a sustentação necessária para manter o voo, de acordo com especialistas. Durante um estol, a asa da aeronave perde totalmente a sustentação útil, resultando em uma queda abrupta. Dependendo da altitude e das condições, pode ser possível recuperar o voo.


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável pela investigação desses eventos, determinará as causas do acidente. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) expressou pesar pelo ocorrido e afirmou que acompanhará "a prestação do atendimento às vítimas e seus familiares pela empresa, além de tomar as medidas necessárias para averiguar a situação da aeronave e dos tripulantes". A Polícia Federal também anunciou a abertura de um inquérito para apurar o acidente.

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