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Titan: Guarda Costeira confirma morte de tripulação após catastrófica falha na câmara de pressão

22 de jun. de 2023
4 min de leitura
A Guarda Costeira dos EUA, confirmou que todos os cinco ocupantes a bordo do submersível Titan perderam a vida após uma implosão da câmara de pressão do submersível.

Imagem do submarino turístico que levava cinco pessoas a bordo para ver o Titanic - Foto Reprodução/OceanGate Expeditions



Em uma entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (22), em Boston, Massachusetts, as autoridades, incluindo a Guarda Costeira dos Estados Unidos, anunciaram a descoberta de cinco grandes fragmentos do submersível Titan, que estava desaparecido desde domingo (18) e confirmou que os cinco tripulantes a bordo do submersível morreram em consequência de uma implosão catastrófica.


Descoberta


O contra-almirante John Mauger informou que na manhã desta quinta-feira uma equipe de operação de veículo remotamente controlado (ROV) do navio Horizon Artic descobriu o cone de cauda do submersível Titan a cerca de 1600 pés da parte dianteira dos destroços do Titanic. Além disso, foram encontrados mais destroços, entre eles, um cone de nariz, fora do casco de pressão, e um campo de detritos maior, o que sugere é provável que os cinco tripulantes a bordo do submersível Titan tenham morrido instantaneamente em uma "implosão catastrófica" durante sua descida aos destroços do Titanic, localizados a duas milhas de profundidade abaixo da superfície do Oceano Atlântico.


"Com essa determinação, notificamos imediatamente as famílias em nome da Guarda Costeira dos Estados Unidos e de todo o comando unificado. Apresento as minhas mais sentidas condolências às famílias", disse Mauger.

Detritos


As autoridades americanas informaram que um extenso campo de destroços, composto por cinco peças principais da embarcação, foi descoberto por um veículo operado remotamente (ROV) enquanto explorava o leito marinho próximo ao local onde o Titanic naufragou, a 400 milhas ao sul de St. John's, Newfoundland ou seja, acredita-se que o local do acidente fatal esteja a 487 metros da proa dos destroços do Titanic.


Segundo eles, os destroços encontrados são condizentes com a perda da câmara de pressão. No entanto, as autoridades ressaltaram que é prematuro afirmar exatamente quando ocorreu a implosão. Além disso, foi mencionado que nenhuma atividade foi detectada nas bóias de sonar instaladas no oceano nos últimos dias.


Fim do oxigênio


De acordo com as avaliações das equipes de resgate, se o submarino permanecesse intacto na manhã desta quinta-feira, o suprimento de oxigênio dentro da embarcação estaria se esgotando. Os cálculos consideram o momento em que a viagem teve início, na tarde de domingo (18).


Tripulantes


As autoridades ainda afirmaram que não podem confirmar a possibilidade de que a Guarda Costeira dos EUA consiga resgatar os corpos dos cinco passageiros que estavam a bordo do submarino Titan, uma vez que o ambiente é extremamente hostil. No entanto, a investigação no local do acidente continuará, enquanto as embarcações e a equipe serão retiradas nas próximas 24 horas.


As pessoas que ocupavam o submersível eram o aventureiro britânico Hamish Harding, de 58 anos, que estava presente, junto com o veterano explorador francês do Titanic, Paul Henri Nargeoloet, de 77 anos. O empresário britânico-paquistanês Shahzada Dawood, de 48 anos, estava acompanhado de seu filho Suleman, de 19 anos.


Além disso, o americano Stockton Rush, de 61 anos, co-fundador da OceanGate, empresa responsável pela operação do submarino perdido, também estava a bordo. Em nome da Guarda Costeira dos Estados Unidos, Mauger expressou solidariedade às famílias afetadas e comprometeu-se a fornecer-lhes a melhor compreensão possível do incidente, a fim de começar a encontrar algum desfecho.


No canto superior esquerdo: Paul-Henri Nargeolet, na sequencia, Stockton Rush, Shahzada Dawood e o filho Sulaiman, Hamish Harding, tripulantes que estavam a bordo do Titan - Foto Reprodução/Reuters/Getty/Dawood Foundation



Investigações


Em termos do grande processo, o contra-almirante americano disse que eles continuarão com as investigações no local do acidente, pois ainda existem várias perguntas sobre os detalhes de como, por que e quando isso aconteceu. O co-almirante afirmou que estão atualmente coletando essas questões enquanto os governos se unem e discutem os próximos passos da investigação. Mauger também informou que no momento existem nove embarcações no local, enquanto a busca por mais detalhes continua.


"Temos pessoal médico no local, temos outros técnicos no local e começaremos a desmobilizar o pessoal e as embarcações do local nas próximas 24 horas", disse ele, e acrescentou, "Este é um ambiente incrivelmente difícil e perigoso para se trabalhar."

Após a entrevista coletiva, um representante da Guarda Costeira dos EUA informou que não há planos para realizar futuras conferências de imprensa.


Desaparecimento


A expedição foi planejada com o propósito de observar os destroços do Titanic, que afundou em 1912 no Oceano Atlântico, a uma profundidade de aproximadamente 3,8 mil metros, a 650 km da costa do Canadá. A OceanGate Expeditions, uma empresa de turismo marítimo, organizou a expedição, que exigia um pagamento de US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) por passageiro. O ponto de partida foi Newsfoundland, no Canadá, e a descida começou no domingo (18), após dois dias desde o início da expedição. Inicialmente, esperava-se que a viagem até os destroços do Titanic levasse cerca de duas horas, porém, infelizmente, houve uma perda de comunicação com o módulo após 1 hora e 45 minutos de viagem.


Submersível Titan


O submersível denominado Titan possuía dimensões de 6,5 metros de comprimento por 3 metros de largura, pesava mais de 10 toneladas e era construído com fibra de carbono e titânio. Sua operação era controlada por um joystick, semelhante a um controle de videogame, e sua velocidade de deslocamento era de 3 nós (equivalente a 5,5 km/h), impulsionado por quatro propulsores. A embarcação tinha capacidade para transportar até cinco pessoas e não era autônomo, diferenciando-se de submarinos de grande porte. Portanto, foi necessário transportá-lo na superfície do mar por uma distância de 643 km até a área de mergulho.



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