Tiroteio em Comício de Trump: Biden faz pronunciamento após reunião com autoridades; Identidade do participante morto é revelada; Veja as últimas atualizações
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fará um novo discurso à nação no Salão Oval na noite deste domingo, conforme confirmado pela Casa Branca.
Biden ligou para Trump após o ataque - Foto Reprodução/Reuters
No final da tarde de sábado, um incidente chocante interrompeu um comício político liderado por Donald Trump, gerando preocupação e atraindo a atenção de autoridades e cidadãos em todo o país. O tiroteio ocorreu na cidade de Butler, Pensilvânia, por volta das 18h, horário de Washington (17h no horário de Brasília), poucos minutos após o início do discurso de Trump. Os agentes do Serviço Secreto agiram rapidamente para proteger o ex-presidente dos EUA, candidato pelo partido republicano à presidência.
Durante o incidente, Trump foi atingido no rosto, especificamente na orelha direita, e caiu no chão, mas posteriormente conseguiu se levantar e ergueu o punho enquanto era escoltado até um veículo. O ex-presidente foi levado ao hospital por precaução, e cerca de duas horas após o incidente, membros da sua campanha informaram que ele estava bem. No mesmo momento, a polícia havia confirmado que o suspeito responsável pelo tiroteio estava morto. Infelizmente, o incidente resultou na morte de um dos participantes, cuja identidade foi recentemente divulgada.
Atualizações mais recentes
1. Biden Responde Após Reunião com Autoridades
Após uma reunião com autoridades de segurança, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realizou um breve pronunciamento na Casa Branca neste domingo (14) acerca do atentado contra o ex-presidente e candidato Donald Trump. Segundo o presidente Biden, Trump recebeu um "nível mais elevado de segurança" e terá todos os recursos necessários para sua proteção. Biden também anunciou o reforço das medidas de segurança em Wisconsin, onde a Convenção Republicana começará na segunda-feira e ordenou ao chefe do Serviço Secreto que revisasse todas as medidas de segurança na área.
O presidente americano encerrou seu comunicado informando que solicitou uma revisão independente para investigar o incidente no comício de Trump na Pensilvânia, onde um atirador feriu o ex-presidente, resultando na morte de uma pessoa e no ferimento de outras duas. Mais cedo, Biden havia conversado por telefone com Trump. "Tivemos uma conversa rápida, porém boa com ele [Trump]. Estamos rezando por ele e sua família", disse Biden neste domingo.
As informações foram oficialmente confirmadas pela Casa Branca. Em um comunicado, o governo dos Estados Unidos informou que Biden também teve conversas com o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e com o prefeito de Butler, onde Trump realizou um comício, Bob Dandoy. A Casa Branca não forneceu mais informações sobre o teor das ligações. Biden estava em uma igreja no estado de Delaware quando Trump foi alvo do atentado.
2. Identidade do Participante Morto Revelada
Corey Comperatore era ex-chefe dos bombeiros e foi morto ao se jogar sobre sua família para protegê-los dos tiros - Foto Reprodução/Facebook de Corey
As autoridades identificaram Corey Comperatore, de 50 anos, ex-chefe dos bombeiros, como o homem morto durante a tentativa de assassinato de Donald Trump em Butler, Pensilvânia, ontem. Segundo relatos da mídia local, o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, informou aos repórteres que Corey foi morto ao se jogar sobre sua família para protegê-los dos tiros disparados. Shapiro destacou que Corey era um entusiasta apoiador do ex-presidente e estava entusiasmado por estar presente no evento. O governador também enfatizou que conflitos políticos nunca devem ser resolvidos através da violência. Além disso, dois outros participantes do comício ficaram gravemente feridos, conforme informado pelo Serviço Secreto.
3. Detalhes e Identidade do Atirador Foi Revelada
Thomas Crooks, que atirou contra Trump, no anuário do Ensino Médio - Foto Reprodução/CBS
O FBI identificou Thomas Matthew Crooks como o autor dos disparos durante um comício de Trump. Crooks, de 20 anos, trabalhava na cozinha de uma casa de repouso em Bethel Park, Pensilvânia, localizada a 70 km de Butler, onde ocorreu o incidente. Ele se formou na Bethel Park High em 2022. Crooks era um republicano registrado de acordo com os registros de eleitores do estado, o mesmo partido do ex-presidente que concorre à presidência americana. As autoridades não divulgaram publicamente um motivo possível.
De acordo com a Associated Press, acredita-se que a arma usada no ataque tenha sido comprada pelo pai de Crooks. Testemunhas oculares descreveram um homem com um fuzil posicionado em um telhado a menos de 200 metros do ex-presidente Trump. Vídeos posteriores ao tiroteio parecem mostrar o corpo do atirador ao sul de um armazém de paredes bege. A CBS, em colaboração com a BBC nos EUA, reportou que "dispositivos suspeitos" foram encontrados no veículo de Crooks, próximo ao local do comício em Butler.
Especialistas em explosivos foram chamados para investigar. O Pentágono confirmou que Crooks não tinha histórico militar. O porta-voz do Pentágono, major-general Patrick S. Ryder, afirmou que foi confirmado com todos os ramos militares que não havia registro de Thomas Crooks como membro ativo ou reservista. Crooks foi morto a tiros por agentes do Serviço Secreto, e o FBI continua com a investigação em andamento.
O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, declarou neste domingo que o atirador que tentou assassinar Donald Trump aparentemente "agiu sozinho". A afirmação foi feita pelo agente especial do FBI, Kevin Rojek, durante uma coletiva de imprensa por telefone em conjunto com o Departamento de Justiça dos EUA. Rojek também informou que não foi identificada nenhuma ideologia associada ao caso.
4. A que distância estava o suposto atirador de Donald Trump?
O FBI informou que não conseguiu determinar de imediato quantos disparos foram efetuados - Foto Reprodução/Reuters
O agressor abriu fogo com "um fuzil estilo AR-15", conforme relatado pela CBS News. Os serviços de segurança confirmaram que um AR-15 foi recuperado no local. No entanto, o FBI informou que não foi possível determinar imediatamente o tipo de arma usada pelo atirador ou o número de disparos efetuados. Uma fotografia do New York Times mostra o que aparenta ser uma bala passando perto da cabeça de Trump.
O AR-15 tem sido utilizado em vários tiroteios em massa. Ele normalmente dispara um cartucho de 5,56 mm, padrão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), embora possa ser adaptado para outros calibres. Esse fuzil é perfeitamente capaz de causar mortes a grandes distâncias, como evidenciado por pelo menos uma morte na multidão. Segundo o analista de segurança Justin Crump, para que os fuzis de assalto causem o máximo de dano, a energia do disparo deve ser totalmente dissipada, o que exige uma parada brusca.
A transferência de energia, e não apenas o impacto físico da bala, é o que torna esses fuzis tão letais. O fato de a bala ter passado pela orelha de Trump indica que a energia potencial devastadora da bala não foi transferida. Contudo, isso ainda pode ter consequências, conforme Crump explica. "A onda de choque que passou pelo tímpano não será tranquila e pode deixar cicatrizes", diz ele. Se a bala estivesse apenas um centímetro mais à direita, ou se a cabeça do ex-presidente estivesse num ângulo ligeiramente diferente, toda aquela energia cinética teria sido transferida para ele, resultando em consequências devastadoras.






























