Terrorismo no Brasil: 8 de Janeiro marca a historia do país por atos golpistas

Apoiadores do ex-presidente brasileiro Jair Messias Bolsonaro (PL), na tarde do domingo (08), invadiram o complexo que abriga as sedes dos três poderes do Estado do Brasil: o Palácio do Planalto (poder Executivo), o Congresso Nacional (poder Legislativo) e o Supremo Tribunal Federal (poder Judiciário), deixando um rastro de completa destruição dos prédios. Os atos antidemocráticos ocorreram uma semana após a posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Bolsonaro no segundo turno das eleições gerais realizadas em 30 de outubro do ano passado.
O ataque em massa de militantes radicais pró-Bolsonaro pediam intervenção militar para derrubar o atual Presidente Lula, uma vez que, não aceitam os resultados legítimos das urnas, insuflados pelo comportamento do ex-presidente brasileiro Bolsonaro. A invasão dos bolsonaristas terroristas imediatamente comparada à invasão do Capitólio dos EUA no dia 6 de janeiro de 202, na qual seguidores do ex-presidente republicano Donald Trump, que também contestavam os resultados eleitorais no país, e assim, até os dias atuais não reconhecem a vitória do atual Presidente americano Joe Biden, membro do partido democrata.
Imagem reprodução das redes sociais
Imagens de vídeo que circulam nas redes sociais são chocantes e nelas mostram os bolsonaristas extremistas correndo pela rampa de acesso ao Palácio do Planalto, os escritórios presidenciais, vagando pelos corredores do prédio e vandalizando o Supremo Tribunal nas proximidades e muito mais depredações. Esses ataques criminosos marcaram a história brasileira não só pela barbárie, mas também pelo fracasso na tentativa de golpe e também por prejuízo patrimonial e cultural que os prédios abrigavam.
O presidente Lula não estava em Brasília no momento da invasão. Ele encontrava-se em Araraquara, cidade do estado de São Paulo, para visitar vítimas de temporais recentes ocorridos por lá. Ainda no município, Lula concedeu uma entrevista coletiva, condenando os atos terroristas na sede do poder do Brasil e prometeu responsabilizar os responsáveis. "Vamos descobrir quem são esses vândalos e eles serão derrubados com toda a força da lei", o Presidente brasileiro também criticou Bolsonaro e logo assinou um decreto declarando a intervenção federal em Brasília, que concede ao governo poderes especiais para restabelecer a lei e a ordem na capital brasileira.
Após o decreto presidencial, muitas outras medidas passaram ser adotadas tanto para contenção como punição aos golpistas, uma delas foi o pedido efetuado pela AGU (Advocacia-Geral da União), ao STF, na qual, solicitava a prisão imediata de Anderson Torres, que até então era o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, por omissão na repressão aos ataques. Horas depois, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou que havia assinado a demissão do ex-secretário.
Já no período da noite o Alexandre de Moraes, Ministro do STF, publicou uma nota informando o afastamento do governador Ibaneis, do cargo por 90 dias, também acusado de conversa com os atos terroristas. Já na madrugada o ex-presidente Bolsonaro, rompeu o silêncio por meio de uma publicação no twitter, afirmando que não compactua com os ataques, no entanto fez comparações incondizentes de outras manifestações feitas pelo partido opositor.



























