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Tensão Crescente no Oriente Médio: Israel eleva alerta militar ao máximo e EUA se preparam para possível ataque do Irã ainda nesta semana

12 de ago. de 2024
3 min de leitura

O porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, anunciou nesta segunda-feira (12), que os Estados Unidos estão se preparando para possíveis ataques significativos por parte do Irã ou de seus representantes no Oriente Médio ainda esta semana.


John Kirby, secretário de Defesa dos EUA - Foto Reprodução / Evelyn Hockstein / Reuters





A tensão no Oriente Médio atinge novos picos com a recente escalada nas hostilidades entre Israel e Irã. Desde o assassinato de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, e de Fuad Shukr, comandante do Hezbollah, no final de julho, os grupos terroristas, junto com o Irã, têm feito ameaças de vingança contra Israel e seus aliados. Nas últimas 24 horas, as Forças de Defesa de Israel (IDF) elevaram seu nível de alerta militar ao máximo, em resposta a uma série de ameaças diretas vindas de Teerã.


As preocupações aumentam à medida que os Estados Unidos também se preparam para um possível ataque iraniano. O porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, declarou nesta segunda-feira (12) que o país está se preparando para possíveis ataques significativos do Irã ou de seus aliados no Oriente Médio "ainda nesta semana". Kirby informou aos repórteres que o tema foi abordado nesta segunda-feira em uma conversa entre o presidente Joe Biden e os líderes da França, Alemanha, Itália e Reino Unido, durante a qual expressaram preocupações sobre a possibilidade de um ataque.


O Contexto da Escalada


As tensões no Oriente Médio entre Israel e Irã se intensificaram na semana passada. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que seu país desferiu "golpes esmagadores" contra aliados do Irã. Na quinta-feira (7), o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, anunciou na rede social X que entrou em contato com o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, para informar sobre ajustes na postura das forças americanas e reafirmar o apoio "inabalável à defesa de Israel".


Na sexta-feira (9), um vice-comandante da Guarda Revolucionária do Irã declarou estar preparado para cumprir a ordem do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, de "punir severamente" Israel pelo assassinato de Haniyeh. De acordo com Ali Fadavi, citado pela mídia iraniana, as instruções do líder supremo sobre a punição rigorosa de Israel e a vingança pelo sangue do mártir Ismail Haniyeh são claras e explícitas, e serão executadas da melhor maneira possível.


Nível de Alerta Israelense e Preparação dos EUA


De acordo com o "Wall Street Journal", Israel elevou o nível de alerta de suas forças armadas para o máximo, enquanto o Pentágono enviou um submarino com mísseis guiados para a região e está acelerando a chegada do porta-aviões USS Abraham Lincoln, equipado com caças F-35, para fortalecer as defesas de Israel. O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, havia ordenado no dia 2 o envio do USS Abraham Lincoln, além de cruzadores, destróieres e um esquadrão de caças para a área.


Além disso, nesta segunda-feira, a agência de notícias Reuters informou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, conversou por 30 minutos com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na tentativa de reduzir as tensões no Oriente Médio. Starmer destacou que uma nova guerra não é do interesse de ninguém. Por sua vez, Masoud Pezeshkian declarou, também nesta segunda-feira, que o Irã tem "direito de responder" às agressões, em uma conversa com o chanceler alemão, Olaf Scholz, que o instou a evitar uma escalada da violência na região.


O porta-voz militar de Israel, Daniel Hagari, confirmou que as forças de defesa do país estão em alerta máximo e que as ameaças inimigas são tratadas com seriedade. O Exército israelense está preparado para responder a qualquer possível ataque, mas ressaltou que não houve alterações nas orientações e que os movimentos do Irã estão sendo monitorados. Na semana passada, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, abordou a tensão enfrentada pela população, pediu paciência e assegurou: "Estamos prontos".

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