Taxa de mortalidade dos Yanomamis é maior que o registrado no 1º ano da pandemia, diz relatório

A taxa de mortalidade entre os povos indígenas Yanomami, é uma questão preocupante. De acordo com um relatório divulgado na terça-feira (07), pelo Ministério da Saúde indica que território registrou 10,7 óbitos para cada mil habitantes em 2020, número é 3,3 pontos maior que a taxa nacional no mesmo ano e também a maior nos últimos cinco anos, afirma a pasta. Atualmente o maior território indígena do Brasil sofre uma grave crise humanitária e sanitária e está sob emergência na saúde.
De acordo com estudos recentes, uma das principais causas da elevada taxa de mortalidade é a falta de acesso a cuidados médicos básicos, agravado principalmente pela desnutrição em decorrência do garimpo ilegal que contamina os rios, matando peixe e animais de caça, o que impacta na disponibilidade de alimentos, um problema antigo na região. A taxa de mortalidade infantil entre os Yanomami é alarmantemente alta, com muitos bebês e crianças pequenas morrendo devido a doenças infecciosas que poderiam ser facilmente prevenidas ou tratadas, além de causar prejuízos no desenvolvimento psicomotor da criança.
Muitos Yanomami vivem em áreas remotas e não têm acesso a serviços de saúde adequados. Além disso, muitos dos que vivem nas áreas urbanizadas enfrentam barreiras culturais e linguísticas que impedem o acesso aos serviços de saúde. Outra causa preocupante da alta taxa de mortalidade entre os Yanomami é a exploração econômica da região da Amazônia. A extração de minérios, a construção de hidrelétricas e a destruição de florestas têm tido um impacto negativo na saúde e na qualidade de vida da comunidade indígena, fazendo com que os Yanomamis estejam enfrentando uma das piores crises sanitárias da história em três décadas de demarcação. Crianças e adultos diagnosticados com casos severos de desnutrição e malária.
Nos últimos quatro anos, muitos morreram ou agravaram os quadros de doenças. Debilitadas, crianças chegam a pesar menos que o dobro do que deveriam para a idade. De 2018 e 2019, a faixa etária de crianças com menos de um ano já apresentava mais óbitos, registrando 125 registros de mortes. Em 2021 e 2022 os números diminuíram, com 69 e 67 registros. De acordo com o relatório, os dados desses dois anos são preliminares, ou seja, estão sujeitos à alteração. Mas, de toda forma, o indicador permanece acima do observado em todo o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) de 2018 a 2022.
Para abordar este problema grave, o atual governo declarou emergência sanitária e tomou medidas efetivas para garantir o acesso à saúde básica, fornecimento de medicamentos e equipamentos médicos, além de mantimentos para a comunidade. Outras medidas foram implementadas medidas para proteger as terras Yanomamis, como expulsar os garimpeiros da região.

























