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Taxa de desemprego cai para 7,5% no trimestre encerrado em abril, informa IBGE

29 de mai. de 2024
4 min de leitura

O número de desocupados alcançou 8,2 milhões de pessoas, representando o melhor resultado para este trimestre móvel desde 2014, que registrou 7,2%. Tanto os trabalhadores com carteira assinada quanto os sem carteira assinada atingiram números recordes.


A taxa de desemprego fica em 7,5% no trimestre terminado em abril - Foto Reprodução/Agência Brasil







O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta quarta-feira (29), um novo levantamento sobre a taxa de desemprego no Brasil. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, a taxa de desemprego no país caiu para 7,5% no trimestre encerrado em abril. Comparado ao trimestre anterior, que terminou em janeiro, a taxa de desocupação permaneceu estável, em 7,6%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8,5%. Esse é o melhor resultado para este trimestre desde 2014, quando foi de 7,2%, e está abaixo das projeções do mercado financeiro, que previam 7,8%.


Com base nos resultados, o número absoluto de desocupados permaneceu praticamente inalterado em relação ao trimestre anterior, totalizando 8,2 milhões de pessoas. Em comparação anual, houve uma diminuição de 9,7%.


O que é a Pnad Contínua


A PNAD é uma pesquisa realizada pelo IBGE em domicílios brasileiros para investigar várias características socioeconômicas da sociedade, como população, educação, trabalho, renda, moradia, previdência social, migração, fertilidade, casamento, saúde, nutrição, entre outros temas relevantes para o país. A pesquisa é conduzida com uma amostra representativa da população. A divulgação do estudo começou em janeiro de 2012 em todo o país. Na coleta de dados, a pesquisa avalia indicadores relacionados à força de trabalho apenas para o nível geográfico do Brasil. Os indicadores mensais são baseados nas informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. Portanto, eles não refletem a situação de cada mês, mas sim o desempenho de cada trimestre móvel do ano.


Análise dos Dados


A redução na taxa de desemprego reflete um cenário de recuperação econômica no país, impulsionado por diversos fatores, como o aumento da atividade econômica e a criação de novas vagas de trabalho. Segundo o IBGE, no trimestre finalizado em abril, a população ocupada se manteve estável, com uma estimativa de 100,8 milhões de pessoas. Ao longo do ano, houve um aumento de 2,8%, representando um acréscimo de 2,8 milhões de pessoas ocupadas. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, esses números demonstram que o país continua a reduzir sua taxa de desocupação, tendência que vem sendo observada desde de 2023.


Segundo Beringuy, é importante destacar que a entrada de abril interrompeu um aumento na taxa de desemprego que ocorreu no primeiro trimestre devido a fatores sazonais. O retorno de setores educacionais e a recuperação de postos de trabalho no comércio contribuem para a estabilização deste indicador. O nível de ocupação na população em idade de trabalhar foi de 57,3%, o que representa um aumento de 1,1 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano passado. O número total de pessoas na força de trabalho (ocupados e desocupados) aumentou 1,8%, chegando a 109 milhões. O número de pessoas fora da força de trabalho permaneceu estável em 66,8 milhões em relação ao trimestre anterior.


De acordo com o levantamento, os dados revelam os seguintes números:


  • Taxa de desocupação: 7,5%

  • População desocupada: 8,2 milhões de pessoas

  • População ocupada: 100,8 milhões

  • População fora da força de trabalho: 66,8 milhões

  • População desalentada: 3,5 milhões

  • Empregados com carteira assinada: 38,188 milhões

  • Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões

  • Trabalhadores por conta própria: 25,5 milhões

  • Trabalhadores domésticos: 5,9 milhões

  • Trabalhadores informais: 39 milhões

  • Taxa de informalidade: 38,7%


Com mais de 100 milhões de brasileiros ocupados, o IBGE registrou números recordes de trabalhadores com e sem carteira assinada. O número de empregados com carteira assinada no setor privado (excluindo trabalhadores domésticos) chegou a 38,188 milhões, o maior número da série histórica da pesquisa que começou em 2012. Em comparação com o trimestre anterior, houve estabilidade estatística, mas em relação ao mesmo período de 2023, houve um aumento de 3,8%, o que representa um acréscimo de 1,4 milhão de pessoas neste grupo.


População fora da mercado


No trimestre, o número de empregados sem carteira no setor privado atingiu 13,6 milhões de pessoas, um recorde na série histórica. Em comparação com abril do ano passado, houve um crescimento de 6,4%, totalizando 813 mil pessoas a mais. Já o número de trabalhadores informais teve uma pequena queda de 0,5% no trimestre, chegando a 39 milhões. Isso representa uma taxa de informalidade de 38,7%, contra 39% no trimestre anterior. A taxa de subutilização, que leva em consideração desocupados, pessoas que poderiam trabalhar mais e aquelas que não desejam trabalhar, continua em tendência de queda. O país possui atualmente 20,1 milhões de pessoas subutilizadas, resultando em uma taxa de subutilização de 17,4%.


O número de trabalhadores no país atingiu o menor nível desde 2015, de acordo com Beringuy. Segundo ela, houve estabilidade em relação ao trimestre anterior e uma queda de 1 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano anterior. Beringuy também observou que o mercado de trabalho está aquecido, com um aumento geral no número de trabalhadores, principalmente na condição de empregado, o que tem mantido os rendimentos médios em alta. A informalidade ainda é significativa, mas tem se mantido estável nos últimos trimestres, com crescimento no número de trabalhadores formais.


Rendimento


No trimestre anterior, o rendimento real habitual permaneceu estável em R$ 3.151. Em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve um aumento de 4,7%. A massa de rendimento real usual atingiu o valor recorde de R$ 313,1 bilhões, com uma variação insignificante em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 7,9% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado.

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