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Rio Guaíba atinge 4,50 metros, provocando alagamentos em ruas, rodoviária e centros de treinamentos de Inter e Grêmio; Sobe para 37 o número de mortos no estado

3 de mai. de 2024
3 min de leitura

Ao contrário de 2023, quando as inundações afetaram apenas algumas áreas, o fenômeno desta semana é previsto para impactar os rios em todo o estado. O nível do Rio Guaíba pode atingir 5 metros, superando o recorde estabelecido em 1941.


Alagamento na Avenida Conceição, em Porto Alegre - Foto Reprodução/RBS TV





Nos últimos dias, o estado do Rio Grande do Sul foi surpreendido por um fenômeno meteorológico de proporções históricas. Uma intensa chuva elevou drasticamente o nível do Rio Guaiba, atingindo a marca alarmante de 4,50 metros na manhã desta sexta-feira (03), e continua a subir devido às fortes chuvas que têm afetado o Rio Grande do Sul desde a semana passada, além de desencadear uma série de consequências desafiadoras para a população e as infraestruturas da região. É o maior registro desde a inundação histórica de 1941, quando o nível atingiu 4,76 metros. A marca de inundação está em 3 metros na área do Cais Mauá.


Situação no Estado


A Defesa Civil emitiu um alerta de inundação extrema no final da manhã, instruindo a população a evitar todas as áreas próximas ao Guaíba e locais de perigo. O alerta permanecerá em vigor por 24 horas. Já na tarde desta sexta-feira o órgão emitiu um comunicado informando que o número de vítimas fatais decorrentes dos temporais que assolam o Rio Grande do Sul aumentou para 37. A lista das cidades onde ocorreram as mortes está disponível abaixo. Atualmente, há 74 pessoas desaparecidas.


Ao contrário do ano passado, quando a chuva se concentrou em algumas áreas, como o Vale do Taquari, desta vez, todo o território gaúcho está sendo afetado. Além das 37 vítimas fatais e 74 desaparecidos, 74 indivíduos ficaram feridos. A Defesa Civil estima que cerca de 31.547 pessoas estejam desabrigadas, das quais 7.949 estão em abrigos e 23.598 encontraram refúgio temporário com familiares ou amigos. Um total de 235 dos 496 municípios do estado enfrenta diversos problemas, impactando 351.639 pessoas.


O governo declarou estado de calamidade, uma medida oficialmente reconhecida pelo governo federal. Esta medida capacita o estado a solicitar assistência financeira do governo central para ações de defesa civil, incluindo ajuda humanitária, reconstrução de infraestrutura e restauração de serviços essenciais. O governador Eduardo Leite (PSDB) alertou para os desafios que estão por vir, pedindo às pessoas que deixem suas casas e destacando a prioridade de preservar vidas, mesmo que isso signifique enfrentar perdas materiais.


Quanto ao restante, ele assegurou que providências serão tomadas posteriormente. Leite reiterou que essa crise é um desastre para o estado, comparando a situação no Rio Grande do Sul a um cenário de guerra.


Resgates


A Defesa Civil alertou para o risco de enchentes em várias bacias hidrográficas do estado. Em resposta, o governo federal mobilizou 100 membros da Força Nacional para o Rio Grande do Sul na tarde desta sexta-feira. Esta equipe será fundamental nas operações de resgate e assistência às pessoas afetadas pelas inundações. Entre os destacados, 60 são bombeiros, prontos para apoiar na resposta aos desastres causados pelos temporais. Além disso, serão enviados 25 caminhonetes, dois ônibus, um caminhão e três botes de resgate. Um total de 36 policiais federais também estão diretamente envolvidos nessas operações de socorro.


Setenta e cinco agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foram mobilizados para participar das operações de salvamento e resgate das vítimas das enchentes, junto com sete especialistas nesse tipo de resgate.


Alagamentos


A estação rodoviária de Porto Alegre encontra-se inundada, resultando na suspensão de 95% das viagens, conforme relatado pelo gerente de operações, Jorge Rosa. No entanto, ele assegura que os passageiros que já adquiriram bilhetes não foram prejudicados. Tanto o Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) quanto a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre emitiram orientações para o fechamento dos estabelecimentos comerciais no Centro Histórico e no 4º Distrito.


O Internacional anunciou o fechamento do Centro de Treinamento (CT) Parque Gigante, às margens do Guaiba, visando garantir a segurança dos atletas e funcionários. Enquanto isso, o Centro de Treinamento Luiz Carvalho, do Grêmio, também foi afetado pelas fortes chuvas. A água invadiu o complexo gremista, inundando completamente a Rua João Moreira Maciel, onde está localizada a entrada do CT. Em resposta, na quinta-feira (2), a Prefeitura de Porto Alegre ordenou o fechamento das comportas do sistema de proteção contra enchentes.


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