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Remédio experimental para Alzheimer reduz evolução da doença; Sucesso é comemorado por pesquisadores

29 de set. de 2022
2 min de leitura

Pesquisadores das farmacêuticas mundiais Eisai e Biogen, desenvolveram um medicamento experimental que diminuiu a taxa de declínio da memória e do pensamento em pessoas com doença de Alzheimer precoce, aquelas que estão no estágio inicial da doença neurodegenerativa, geralmente ocorrendo antes dos 60 anos. O sucesso do experimento está sendo descrito como um “momento histórico” para o tratamento da demência.


Cerca de 1.800 pacientes com Alzheimer inicial, participaram do estudo, elas receberam duas vezes por semana infusões (Injeções), com a droga, nomeada como lecanemab, e após 18 meses, os resultados clínicos da pesquisa mostraram que o uso da medicação fez com que diminuísse em 27%, a cognição dessas pessoas, uma das condições que afeta as pessoas que estão nos estágios iniciais da doença, função na qual é importante para seres humanos pois possibilita o desenvolvimento das capacidades intelectuais e emocionais, como a linguagem, pensamento, memória, raciocínio, capacidade de compreensão, percepção etc..., ou seja, menos do que aqueles em tratamento com placebo.


Também foi possível observar que o medicamento foi capaz de reduzir as placas tóxicas no cérebro, diminuir o declínio da memória dos pacientes e a incapacidade delas de realizar tarefas do dia-a-dia. Esta é uma mudança modesta no resultado no quadro clínico das pessoas acometidas com pelo Alzheimer inicial, no entanto, é a primeira vez que qualquer droga demonstrou claramente alterar a trajetória da doença. Cerca de um quinto dos pacientes tiveram efeitos colaterais, incluindo inchaço cerebral ou sangramento cerebral visível em exames de PET (Tomografia computadorizada), e aproximadamente 3%, apresentaram efeitos colaterais sintomáticos.


Os resultados oferecem um impulso para a “hipótese amilóide”, um dos sintomas da doença, responsável por danificar as células cerebrais e causar declínio cognitivo, uma que outras drogas anteriores demonstraram reduzir com sucesso os níveis de amilóide no cérebro, porém sem nenhuma melhora nos resultados clínicos, levando alguns questionarem se o campo de pesquisa estava no caminho errado. Rob Howard, professor de psiquiatria da velhice na University College London (UCL), disse: “Este é um resultado estatisticamente positivo inequivocamente e representa um momento histórico quando vemos a primeira modificação convincente da doença de Alzheimer. Deus sabe, esperamos o suficiente por isso.


Em uma escala de 14 pontos usada para avaliar a progressão da doença de Alzheimer, os pacientes que tomaram a droga pontuaram 0,45 a mais do que aqueles que receberam o tratamento com placebo, sendo assim a expectativa é que um paciente de Alzheimer diminua cerca de 1 ponto por ano, fazendo uso desta medicação. “A diferença mínima aceita que vale a pena varia de 0,5 a 1,0 ponto, significando que haverá algumas conversas e decisões muito difíceis nas próximas semanas e meses”, disse Howard.


Os benefícios gerais dependerão se os pacientes que tomam o medicamento manterão uma melhor evolução além dos primeiros 18 meses, mas os dados mais recentes não podem responder a essa pergunta. Espera-se que as farmacêuticas solicitem aprovação nas agências regulatórias dos EUA e Europa até o final do ano, para outros países sem previsão. Se aprovado, nesses países, caberão ou não, aos médicos decidir sobre a introdução da medicação no tratamento desses indivíduos com a doença, devido a necessidade da aplicação dessas injeções a cada duas semanas.


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