google-site-verification=f-pSFHokuJvE9Ku_wLHBLw1IkvrhWWZBLp6RQ5OyjPA
top of page

Quaest revela opinião dos brasileiros sobre o julgamento de Bolsonaro no STF

2 de set. de 2025
3 min de leitura

Realizada entre 13 e 17 de agosto de 2025, com 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de ±2 pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95% 


O julgamento pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 - Foto Reprodução / Lula Marques/Agência Brasi




O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus, acusados de participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Uma pesquisa recente da Quaest avaliou a percepção da população sobre o processo. O levantamento, realizado em agosto, mostrou que 86% dos brasileiros já tinham conhecimento do julgamento, enquanto 14% tomaram ciência do caso durante a própria pesquisa. Em comparação com março, houve aumento de 13 pontos percentuais entre os que afirmam estar informados (de 73% para 86%) e queda de mesma proporção entre os que desconheciam o tema (de 27% para 14%). Não sabem ou não responderam: 0% (era 0%).



Visão sobre o envolvimento de Bolsonaro na tentativa de golpe



De acordo com o instituto, 52% dos brasileiros acreditam que Jair Bolsonaro participou do plano de tentativa de golpe de Estado. O índice representa um aumento de cinco pontos em relação ao final do ano passado, quando 47% compartilhavam dessa opinião. Já 36% dos entrevistados afirmam que o ex-presidente não teve envolvimento no plano golpista — em dezembro, esse percentual era de 34%, uma oscilação de dois pontos dentro da margem de erro.


Além disso, 2% consideram que não houve tentativa de golpe, número que era de 1% no levantamento anterior. Outros 10% não souberam ou preferiram não responder, contra 15% registrados no fim de 2023.



Expectativa sobre prisão do ex-presidente



No dia do julgamento, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em razão do inquérito que investiga a atuação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. A acusação aponta que ambos teriam articulado, em parceria com o governo de Donald Trump, a imposição de sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF). A investigação indica que pai e filho atuaram em uma campanha para constranger autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado. Por esse motivo, os dois foram indiciados pela Polícia Federal por coação.


Uma pesquisa realizada pela Quaest mostra que a maioria da população considera justa a medida de prisão domiciliar contra Bolsonaro: 55% aprovam a decisão, enquanto 39% a classificam como injusta. Não sabe/Não respondeu: 6%.



Brasileiros avaliaram prisão de Bolsonaro como justa ou injusta



A pesquisa revelou que 93% dos entrevistados se definem como de esquerda, mas não se consideram lulistas, enquanto 84% declararam ter votado em Lula no segundo turno de 2022. Entre os participantes, 65% são moradores do Nordeste e 62% possuem renda familiar de até dois salários mínimos. A maioria é católica (62%), e 59% têm entre 16 e 34 anos. Além disso, 58% são mulheres. Do outro lado do espectro político, 87% se identificam como bolsonaristas, sendo que 83% declararam ter votado em Bolsonaro no segundo turno de 2022. Em termos religiosos, 57% são evangélicos, e 56% têm até o ensino fundamental completo.



Panorama geral



A pesquisa aponta diferenças de pontuação entre diversos grupos. Entre mulheres e homens, a variação é de 3 pontos. Por faixa etária, observa-se uma diferença de 4 pontos entre pessoas de 16 a 34 anos, 3 pontos entre aquelas de 35 a 59 anos e 5 pontos entre os que têm 60 anos ou mais. Considerando a escolaridade, a variação é de 4 pontos para quem possui até Ensino Fundamental ou Ensino Superior completo, e 3 pontos para quem completou o Ensino Médio.


Em relação à renda, a diferença é de 4 pontos entre quem ganha até 2 salários mínimos e entre aqueles que recebem mais de 5 salários mínimos, enquanto varia 3 pontos para quem recebe entre 2 e 5 salários mínimos. Por religião, há 3 pontos de diferença entre católicos e 4 pontos entre evangélicos. Quanto à raça ou cor, a variação é de 3 pontos entre brancos e pardos, e de 7 pontos entre pretos.


Regionalmente, a diferença é de 3 pontos no Sudeste, 4 pontos no Nordeste, 6 pontos no Sul e 8 pontos nas regiões Centro-Oeste e Norte. Por orientação política, observa-se 5 pontos entre lulistas, 6 pontos entre a esquerda não lulista, 4 pontos entre os que não possuem posicionamento, 5 pontos entre a direita não bolsonarista e 6 pontos entre bolsonaristas.m posicionamento, 5 pontos entre a direita não bolsonarista e 6 pontos entre bolsonaristas.


  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • LinkedIn
  • Telegram

Acompanhem em Nossas Redes 

©2021 - 2025 por civitas 360 News - Portal D&A News - todos os direitos reservados 

bottom of page