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Putin assina anexação ilegal de territórios ucranianos e volta fazer ameaças com armas nucleares

30 de set. de 2022
2 min de leitura

Oito anos e meio depois de Vladimir Putin anunciar a anexação da Crimeia em 2014, onde também usou um referendo desacreditado por países Europeus e acidentais, o presidente russo, Vladimir Putin, durante uma cerimônia no Kremlin acompanhada com telões e celebrações do governo em Moscou, informou nesta sexta-feira (30), que assinou formalmente um documento de anexação ilegal de 15% do território ucraniano, nas quais estão as cidades de Kherson, Zaporizhzhia, Donetsk e Luhansk.

No discurso Putin, demostrando estar muito irritado criticou o Ocidente por uma litania de pecados, desde desestabilizar a Rússia no século 17 até permitir a cirurgia de mudança de sexo e afirmou que a decisão foi feita com base no referendo realizado, que foram rotulados de farsas pela Ucrânia e países do Ocidente, dizendo que as pessoas que vivem nas regiões, expressaram o desejo da inclusão das respectivas cidades a Rússia. Ele também reiterou sua ameaça de utilizar armas nucleares, sob a alegação de que os EUA criaram um precedente para o uso de força nuclear no ano de 1945.


Ainda em sua declaração, o presidente russo disse que, a partir de agora, os moradores dessas regiões passam a ser cidadãos russos para sempre e ainda voltou a repetir o argumento da dissolução da União Soviética, o mesmo que foi citado no início da guerra, como justificativa para apropriação ilegal dos territórios. Parte da área anexada já encontrava-se sob o controle de grupos pró-Rússia antes mesmo do início da guerra da Ucrânia, uma outra parte foi tomada após a invasão das tropas russas em 20 de fevereiro deste ano.


O presidente Zelensky prometeu expulsar os russos de toda a Ucrânia e informou que solicitou à Otan que acelerasse a adesão do país à aliança de defesa liderada pelos EUA. No momento do discurso de Putin, as tropas ucranianas continuam sua contra-ofensiva no nordeste do país, ainda foi informado que os soldados ucranianos seguem fazendo progressos na retomada de Lyman, uma importante cidade no leste do país, na região de Donetsk, também existe relatos de que um grande grupo de vários milhares russos poderia em breve se render completamente nesta cidade. Denis Pushilin, o líder russo instalado na parte ocupada da região, que atualmente está em Moscou, admitiu na sexta-feira que a cidade agora estava semi-cercada.


Mais cedo, muitos civis foram mortos e feridos em um ataque russo a um comboio civil em Zaporizhzhia. Novas sanções foram impostas à Rússia, como corte de suprimentos tecnológicos e bloqueio financeiro a empresários e pessoas da elite russa.




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