Primeira morte por varíola dos macacos é confirmada no Brasil
O Ministério da Saúde confirmou, por meio de uma nota, nesta sexta-feira (29), a primeira morte relacionada à varíola dos macacos no Brasil. A pasta informou que se trata de um homem, com 41 anos, que estava tratando outras doenças, incluindo um câncer, enfermidade esta que o deixou com graves problemas de imunidade e que a contaminação pela recente renomeada pela OMS, Monkeypox (anteriormente, Varíola dos Macacos), ocasionou o agravamento do seu quadro de saúde.
O paciente, cujo nome não foi divulgado, estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, e veio a óbito na quinta-feira (28), onde sofreu um choque séptico, agravado pela varíola dos macacos. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais, também divulgou uma nota, na qual informou que o homem residia na capital mineira, já estava internado devido a “outras condições clínicas graves”, ainda segundo a secretaria, além dos casos confirmados, existem, no estado, outros 130 em investigação. Já o Brasil, até a tarde desta quinta, contabilizava 978 casos confirmados da doença.
A Monkeypox, no dia 23 de julho, foi declarada emergência de saúde pública de interesse internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A decisão foi tomada, baseado no aumento dos casos em diversos países, ou seja, segue aumentando o risco de uma disseminação internacional. A varíola dos macacos é transmitida de uma pessoa para outra por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama.
Os sintomas costumam durar de 2 a 4 semanas, variando entre : febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo. Há possibilidade de casos graves, mas a varíola dos macacos é bem menos letal que a varíola humana, erradicada em 1980.



























