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Primeira etapa da investigação sobre a queda do avião em Vinhedo é concluída; Voepass inicia limpeza da área

12 de ago. de 2024
3 min de leitura

A previsão para a retirada completa da aeronave é entre quarta e quinta-feira. Dos 62 passageiros a bordo do voo 2283 da Voepass, 17 corpos já foram identificados.


Os motores da aeronave foram retirados do local do acidente e levados para São Paulo - Foto Reprodução / Cenipa / FAB




O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu, nesta segunda-feira (12), a primeira etapa da investigação sobre a trágica queda do avião ATR-72-500 da companhia aérea VoePass em Vinhedo, São Paulo, que resultou na morte de 62 pessoas. Enquanto a investigação avança para a segunda etapa, a Voepass, a companhia aérea envolvida no acidente, e a seguradora, deu início ao processo de limpeza e recuperação da área afetada para recolher os objetos pessoais das vítimas e entregá-los às suas famílias. A empresa destacou que está colaborando plenamente com as autoridades e implementou medidas para garantir a segurança e a integridade do local durante a operação.


Pertences das Vitimas e Destroços da Aeronave


De acordo com Maurício Barone, diretor da Defesa Civil, os pertences pessoais dos 58 passageiros e quatro tripulantes que faleceram no maior desastre aéreo do país desde 2007 serão examinados pela Polícia Civil. Barone explicou que a empresa aérea e a seguradora estão assumindo a responsabilidade pelo local dos destroços. Além disso, a Polícia Federal e agentes da Defesa Civil também estarão envolvidos na remoção dos itens pessoais das vítimas. Ele ressaltou que esse processo será conduzido com critérios técnicos e legais, visando garantir que cada família receba os pertences de seus entes queridos, exigindo um trabalho minucioso e uma equipe especializada.


Segundo a a Defesa Civil de Vinhedo, a remoção completa dos destroços do avião, que também será realizada pela companhia aérea, ocorrerá somente após a retirada dos objetos pessoais. A previsão para a conclusão desse trabalho é entre quarta-feira (14) e quinta-feira (15). Contudo, se forem encontrados materiais genéticos, o serviço será interrompido.


Área da Queda do Avião


O diretor da Defesa Civil de Vinhedo declarou que o avião que caiu no quintal de uma casa no condomínio Recanto Florido impactou essa residência e outros dois imóveis vizinhos. No entanto, o impacto estrutural só poderá ser avaliado após a conclusão da limpeza, segundo o órgão. A Voepass informou que está aguardando uma visita do Instituto de Criminalística (IC), que solicitou uma nova inspeção na área. Além disso, a companhia aérea contratou uma empresa especializada para remover os pertences pessoais e realizar a descontaminação, catalogação e identificação dos itens.


Continuidade das Investigações


Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), após a conclusão da "ação inicial" no local, o Cenipa continua as investigações para "recolher informações adicionais necessárias" e identificar possíveis fatores contribuintes para a queda do avião. O Cenipa, em colaboração com representantes do Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil da França, país fabricante da aeronave ATR-72, retirou os dois motores do avião para análise em São Paulo. Além disso, as asas e a cauda também já foram içadas. O Cenipa também comunicou que conseguiu extrair todo o conteúdo das duas caixas-pretas do avião. A previsão é de que o relatório preliminar sobre as causas do desastre aéreo seja divulgado em até 30 dias.


Liberação de corpos


Das 62 pessoas a bordo do voo 2283 da Voepass, 17 corpos foram identificados com sucesso até o momento, e oito deles já foram entregues às famílias. O governo de São Paulo, por meio de um comunicado, divulgou essas informações e destacou o esforço das equipes envolvidas na identificação das vítimas. Segundo a nota, com a maioria das famílias já fornecendo materiais genéticos e participando de entrevistas, o processo de identificação e liberação dos corpos deve se acelerar nos próximos dias.


A Defesa Civil de São Paulo tem desempenhado um papel crucial nesse processo, auxiliando na coleta de DNA e na catalogação dos dados dos falecidos. Até o momento, o Instituto Oscar Freire, localizado próximo ao IML na zona oeste de São Paulo, recebeu 51 famílias, que foram instruídas a fornecer informações detalhadas e amostras biológicas para ajudar os peritos. Além das coletas na capital paulista, outras 17 famílias foram atendidas em Cascavel (PR), cidade de origem da aeronave. Esses esforços fazem parte de uma operação coordenada que envolve mais de 40 médicos, além de especialistas em odontologia legal, antropologia e radiologia, todos empenhados em garantir a identificação precisa de cada vítima.

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