Potencial Catastrófico: Furacão Beryl atinge categoria 5 e segue rumo à Jamaica
O furacão, que já causou estragos na ilha caribenha de Carriacou com ventos de 240 km/h, está se fortalecendo rapidamente e pode alcançar ventos de até 260 km/h. Há previsões de que o furacão atinja a Jamaica na quarta-feira (3), continuando sua trajetória em direção ao México.
Barcos de pesca em Barbados sofreram danos significativos - Foto Reprodução/Getty Images
A região do Caribe está em alerta máximo com a aproximação do furacão Beryl, ganhou força e foi reclassificado recentemente como categoria 5 na escala Saffir-Simpson, o nível mais alto e devastador para furacões. O fenômeno, que já foi classificado como "altamente perigoso", tem a capacidade de alcançar velocidades de até 260 km/h. A tempestade está atualmente se movendo a uma velocidade alarmante em direção à Jamaica, com previsão de impacto direto na ilha amanhã.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) anunciou na noite de segunda-feira (1º) que o furacão encontra-se aproximadamente a 1.500 km de distância da Jamaica, apresentando um risco iminente de danos catastróficos. De acordo com as estimativas do NHC, é esperado que o furacão passe pela Jamaica na quarta-feira (03). As previsões também apontam para a ocorrência de chuvas intensas, com a possibilidade de inundações em determinadas regiões do país.
Ao longo dos próximos dias, o furacão continuará avançando pelo Caribe em direção à costa do México. Contudo, de acordo com projeções das autoridades, espera-se que o fenômeno perca intensidade com o passar do tempo. Mesmo assim, alertas foram emitidos para as Ilhas Cayman, Belize e cidades localizadas no sudoeste do Golfo do México.
O Furacão Beryl
Furacão Beryl é visto do espaço - Vídeo Reprodução/Reuters
Beryl se formou no Atlântico há alguns dias e rapidamente ganhou força devido às condições atmosféricas favoráveis, como águas oceânicas excepcionalmente quentes e pouca interferência de ventos de cisalhamento. A tempestade, que no dia 25 de junho era apenas uma instabilidade atmosférica, propícia à formação de tempestades, transformou-se em uma tempestade tropical no dia 28 do mesmo mês, com ventos previstos de 56 km/h. Posteriormente, em 30 de junho, ela evoluiu para um furacão de categoria 1 e em menos de 24 horas passou a categoria 4, indicando um alerta de extrema periculosidade, com rajadas de vento atingindo velocidades de até 240 km/h. Em seguida, escalou rapidamente para a categoria 5.
Com ventos sustentados de 260 km/h e rajadas que podem superar os 300 km/h, Beryl representa um grave perigo para qualquer área em seu caminho. A pressão barométrica central do furacão caiu para 920 hPa, um indicativo de sua imensa força e potencial destrutivo. De acordo com o NHC, é extremamente raro ter uma tempestade tão poderosa no início da temporada de furacões, que ocorre de junho ao final de novembro no Atlântico.
De acordo com especialistas, o rápido crescimento do Beryl é atribuído às águas ferventes presentes no oceano. As temperaturas na área de formação da tempestade estão registrando até 3°C acima da média. No final de maio, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) já tinha previsto que a temporada de furacões deste ano seria "excepcional", com a possibilidade de ocorrer até sete tempestades de categoria 3 ou mais intensas.
Devastação no Caribe
O furacão Beryl arrancou portas, janelas e telhados de casas no sudeste do Caribe na segunda-feira, após atingir a ilha de Carriacou, em Granada, como a primeira tempestade de categoria 4 no Atlântico, impulsionada pelas águas quentes recordes. O primeiro-ministro de Granada, Dickon Mitchell, informou na noite de segunda-feira que uma pessoa faleceu e que as autoridades ainda não conseguiram avaliar a situação nas ilhas de Carriacou e Petite Martinique. Inicialmente houve relatos de grandes danos, mas as comunicações estavam praticamente inoperantes.
"Em meia hora, Carriacou foi devastado", afirmou Mitchell em uma coletiva de imprensa, conforme relatado pela Agence France-Presse.
Mais tarde, em postagens nas redes sociais, o primeiro-ministro mencionou que o governo estava organizando o envio de ajuda para Carriacou e a ilha de Petite Martinique na terça-feira. Ele escreveu no Facebook: "O estado de emergência continua. Por favor, permaneçam em casa." Desde a ilha de St. Lucia ao sul até Granada, as ruas estavam repletas de sapatos, árvores caídas, linhas de energia e outros detritos. Bananeiras partidas ao meio pontuavam o cenário, enquanto vacas mortas jaziam nos pastos verdejantes, próximas a casas improvisadas de lata e compensado inclinadas precariamente.
Preparativos na Jamaica e Haiti
Diante da iminente ameaça, as autoridades jamaicanas já estão tomando medidas de precaução para minimizar os impactos da tempestade. O governo da Jamaica emitiu um alerta de furacão, recomendando que os residentes em áreas baixas e propensas a inundações busquem abrigo imediatamente. Em Kingston, um garçom relatou à agência de notícias Reuters que o clima estava tranquilo na capital, acrescentando: "Os jamaicanos geralmente esperam até o último momento. O pânico surge na noite anterior ou pela manhã. Estamos acostumados com isso."
Enquanto isso, o prefeito de Montego Bay, cidade turística, advertiu os moradores a não adotarem uma postura de "esperar para ver", enfatizando a importância de estarem preparados para qualquer eventualidade. Antes de atingir a Jamaica, o furacão Beryl pode causar danos também no Haiti e na República Dominicana, países que compartilham a ilha de Hispaniola. O Haiti, que já enfrentou devastadores terremotos no passado e cujo governo interino luta para retomar o controle da capital das mãos de poderosas gangues, encontra-se particularmente vulnerável aos possíveis estragos que Beryl pode provocar.


























