Polícia do DF executa mandado de busca e apreensão contra Jair Renan Bolsonaro
A operação que está em andamento visa investigar um esquema de lavagem de dinheiro. As autoridades estão executando cinco mandados de busca e apreensão neste momento, além de dois mandados de prisão em Brasília e Balneário Camboriú, localizados em Santa Catarina.
Jair Renan Bolsonaro - Foto Reprodução/Pablo Jacob
Na manhã desta quinta-feira (24), Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de dois mandados de busca e apreensão em uma operação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal. A referida operação visa desmantelar um grupo sob suspeitas de envolvimento em crimes de estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Os mandados relativos a Jair Renan estão sendo executados tanto em seu apartamento localizado em Balneário Camboriú, Santa Catarina, como em um edifício situado na área nobre de Brasília, no Sudoeste.
Mandados
No total, os agentes estão executando cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Os alvos incluem Jair Renan, Maciel Carvalho (amigo e instrutor de tiro de Jair Renan), bem como uma terceira pessoa ainda não identificada. Maciel Carvalho, de 41 anos, um dos indivíduos alvo de mandado de prisão é considerado como o suposto mentor do esquema. Maciel teve a prisão decretada e está foragido, ele também é procurado por crime de homicídio ocorrido em Planaltina/DF e foi alvo de duas operações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) neste ano, denominadas "Operação Succedere" e "Falso Coach". Vale destacar que Maciel era o instrutor de tiro de Jair Renan, filho do Presidente Bolsonaro, e já havia sido detido em janeiro deste ano.
Grupo criminoso
O grupo operava por meio de um intermediário e empresas fictícias que estavam associadas à pessoa alvo da operação. Uma investigação revelou que o grupo fazia uso da identidade falsa em nome de Antônio Amâncio Alves Mandarrari para abrir contas bancárias e também como proprietário de empresas que serviam como "laranjas".
Os suspeitos continham registros falsificados de faturamento e outros documentos relacionados às empresas sob investigação, utilizando informações de contadores sem o devido consentimento. A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT), que está ligada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil.


























