Polícia desmantela laboratório de entorpecentes que produzia K9, a droga do 'efeito zumbi'
O responsável pelo plantio morou na Califórnia, nos Estados Unidos, onde é permitido cultivar maconha para uso recreativo e comércio, afirmaram os investigadores do caso. No mesmo imóvel era cultivado outros entorpecentes.
A policia encontrou uma grande plantação para produção de skunk e K9, no Guarujá, litoral paulista - Foto Reprodução / Polícia Civil
Na manhã desta quarta-feira (10), a polícia desmantelou um laboratório de entorpecentes que produzia a droga conhecida como K9, responsável pelo chamado "efeito zumbi". A ação aconteceu na cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo e resultou na apreensão de grande quantidade de drogas já embaladas e prontas para venda, além da prisão de dois homens. A quantidade da droga apreendida não foi divulgada.
O K9, também conhecida como Spice, K2, K4, e outras derivações, é um canabinóide sintético (supermaconha) que tem como base uma mistura de componentes químicos industriais, com 100% mais moléculas sintéticas de tetrahidrocanabinol (THC), principal substância psicoativa encontrada na planta comum. A preparação da droga ocorre quando os componentes do alucinógeno se misturam com um solvente, tornando-se líquido. Posteriormente, o líquido é borrifado numa superfície, como, por exemplo, ervas secas, papéis coloridos e até folha sulfite, causando um impacto tão devastador nos usuários, que é chamado de 'efeito zumbi'.
“Aquele efeito zumbi acaba com o poder de raciocínio na hora que ele (o usuário) a consome. Quanto maior o THC, maiores são os danos para a pessoa e a dependência química”, afirmou o delegado Leonardo Rivau da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos em uma entrevista à imprensa.
De acordo com as informações fornecidas pela polícia, o laboratório desmantelado era um dos principais produtores da droga K9 na região. Os investigadores afirmam que o responsável pelo plantio morou na Califórnia, nos Estados Unidos, onde é permitido cultivar maconha para uso recreativo e comércio. Ainda segundo os policiais, o homem foi detido na terça-feira (09) em outro imóvel, onde vivia. O caseiro da casa em que servia de laboratório das drogas foi preso. Além da maconha conhecida como K9, os policiais encontraram no local, o cultivo de Skunk (uma droga mais potente que a maconha) e a maconha comum. Muitas das drogas, com base na investigação, eram vendidas no Centro de São Paulo. A polícia acredita que o local esteve ativo por um ano.
“O produtor dessa maconha, que foi morador dessa residência ele viveu por 20 anos na Califórnia e, provavelmente, de lá trouxe o conhecimento a respeito da produção indoor (em ambientes fechados), bem como da produção do Skunk e do K9, que como a gente sabe a América do Norte tem um problema grande com esse tipo de droga”, disse a polícia paulista.
Segundo especialistas, o K9 é altamente potente e pode causar sérios danos físicos e mentais aos usuários, além de possíveis efeitos colaterais como alucinações, paranóia e sensação de estar fora de controle.




























