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PM de São Paulo confirma morte das quatro pessoas em queda de helicóptero que tinha como destino litoral paulista

12 de jan. de 2024
4 min de leitura

A aeronave foi encontrada na manhã desta sexta-feira em Paraibuna, após 12 dias de intensa busca. Durante a coletiva de imprensa, o coronel declarou que não houve sobreviventes no acidente.

Destroços com identificação do helicóptero encontrado pela Força Aérea Brasileira na cidade de Paraibuna, no interior de São Paulo - Foto Reprodução/FAB



A Polícia Militar do Estado de São Paulo confirmou nesta sexta-feira (12) a morte de quatro pessoas em um acidente de helicóptero que tinha como destino o litoral paulista. De acordo com as informações divulgadas pelo órgão, não há sobreviventes do acidente envolvendo o helicóptero que estava desaparecido. A aeronave foi localizada nesta manhã na área de mata de Paraibuna, São Paulo. O coronel Ronaldo Barreto de Oliveira, comandante da Aviação da Polícia Militar do estado, declarou que "todos estão mortos". O helicóptero foi identificado pela PM por volta das 9h15, e posteriormente, uma equipe de resgate desceu de rapel até o local do acidente. As quatro vítimas da queda da aeronave eram uma mãe e sua filha, de 45 e 20 anos, um amigo delas, de 41, e o piloto, de 44.


A localidade de Paraibuna está situada na área do Vale do Paraíba. O município está a uma distância de 120 quilômetros do Campo de Marte, em São Paulo, ponto de partida do helicóptero, e aproximadamente 80 quilômetros de Ilhabela, no Litoral Norte do estado, que era o destino final do voo.


Vítimas



Na aeronave estavam o piloto, Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos, e três passageiros: Luciana Rodzewics, de 45 anos, sua filha Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, de 20 anos, e o amigo das duas, Raphael Torres, 41 anos. Luciana e Letícia eram moradoras da capital paulista e viviam no bairro do Limão, localizado na Zona Norte de São Paulo, de onde o voo teve início. Ambas eram autônomas.


Segundo relato de parentes, Letícia estava empregada no setor de estética, trabalhando em um estúdio especializado em pintura de unhas. Enquanto isso, Luciana desempenhava o papel de vendedora no ramo alimentício, onde comercializava sal para empresas. Ambas aceitaram o convite do amigo Raphael para um passeio de um dia em Ilhabela, na véspera do Ano Novo. Antes de desaparecer, Letícia registrou um vídeo de dentro do helicóptero, revelando as condições climáticas adversas no momento.


Acidente


A aeronave estava desaparecida desde 31 de dezembro, quando partiu da cidade de São Paulo com destino a Ilhabela, no Litoral Norte do estado. O Comandante da PM informou que, a partir de agora, a investigação será conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB) por meio da Ceripa 4. O Coronel Ronaldo Barreto de Oliveira esclareceu que a aeronave não possuía caixa preta ou qualquer tipo de localizador, como foi verificado desde o início. Ele ressaltou que a aeronave não estava equipada com nenhum recurso para facilitar sua localização.


Buscas


Desde que o desaparecimento foi comunicado, uma operação de busca foi mobilizada, contando com a participação da Força Aérea Brasileira, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros de São Paulo. O helicóptero partiu da capital paulista no último dia de 2023 com quatro ocupantes, com destino a Ilhabela para celebrar o réveillon, porém, não chegou ao seu destino previsto. Desde então, as autoridades estavam empenhadas em localizá-lo. Durante os 12 dias de buscas, duas aeronaves da FAB realizaram mais de 135 horas de voo, cobrindo uma área total de cinco mil quilômetros quadrados. A Polícia Militar e a Polícia Civil também participaram ativamente nas operações de busca.


As operações concentraram-se na área da Serra do Mar, abrangendo o Vale do Paraíba e o Litoral Norte. Ao longo dos 12 dias de busca, foram sobrevoadas localidades como Paraibuna - onde a aeronave foi encontrada - Natividade da Serra, Redenção da Serra, Salesópolis e Caraguatatuba.


Localização


 Durante uma coletiva de imprensa, o Coronel Oliveira explicou que a identificação dos sinais de celular dos passageiros pela Polícia Civil possibilitou à PM reduzir a área de busca de 5 mil quilômetros quadrados para um raio de 12 quilômetros. Ele destacou que essa redução foi viabilizada por meio de uma análise inteligente da polícia civil, que indicou a possibilidade de os passageiros estarem na área próxima à estação de rádio-base de Paraibuna, no km 54. Ontem, inclusive, foi divulgada uma imagem do helicóptero voando nas proximidades do 58/60, reforçando as informações que eles já possuíam sobre a região em que as buscas estavam concentradas.


O Delegado Milton Clemente, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas da Polícia Civil, afirmou que inicialmente a missão era "quase impossível", mas após a obtenção de informações, tornou-se desafiadora.


"Havia uma escassez de informação, existia um georreferenciamento em relação a uma antena, mas a gente não tinha os pontos suficientes para delimitar uma área mais precisa de busca. Isso foi feito através de voos específicos onde foi delimitando o range (alcance) e aí conseguiu separar por quadrante. Foi a partir desse refino na área de busca", explicou ele.

Ele também ressaltou a importância de equipar essas aeronaves de pequeno porte com localizadores. "Se todas as aeronaves, incluindo os helicópteros de pequeno porte, possuíssem um localizador, uma caixa preta, isso simplificaria muito." Na imagem divulgada pela Polícia Militar, é visível uma clareira entre a vegetação e o que parecem ser os destroços da aeronave, dispersos entre as árvores. Após o resgate efetuado pela PM, o helicóptero H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira dirigiu-se ao local com uma equipe especial de nove pessoas capacitadas para realizar investigações, descendo de rapel para examinar a área dos destroços do helicóptero.


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