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PF investiga se Palácio do Planalto chegou a lançar joias apreendidas no acervo pessoal de Bolsonaro

9 de mar. de 2023
2 min de leitura

A Polícia Federal está investigando se o Palácio do Planalto, antes mesmo da tentativa frustrada de liberar as joias apreendidas pela Receita Federal, se adiantou e chegou a lançar os objetos no acervo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A apuração faz parte de um inquérito aberto na segunda-feira (06), que investiga o caso das joias trazidas ilegalmente ao Brasil da Arábia Saudita por uma comitiva do governo do ex-presidente.

De acordo os investigadores, o lançamento das joias teriam ocorrido no dia 29 de dezembro, no mesmo dia em que também foram lançados os cinco itens da caixa que passou escondida pela alfândega de Guarulhos, ainda segundo a PF, naquele dia, o Departamento de Documentação Histórica do gabinete pessoal do presidente da República registrou dois ofícios, um para cada pacote e que estes documentos lançava as peças no acervo pessoal de Bolsonaro, e não no acervo da União. Os lançamentos das joias avaliadas em R$ 16,5 milhões, teriam sido efetuados por a equipe do então presidente Bolsonaro acreditar que os objetos apreendidos seriam liberados naquele mesmo dia, através da mediação de enviados do governo ao posto da Receita no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo.


A investigação está sob a responsabilidade da Superintendência da PF em São Paulo, uma vez que a apreensão ocorreu em um dos aeroportos da capital paulista, na Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários. O conjunto de jóias é um presente do príncipe da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman Bin Abdulaziz Al-Saud, ao governo brasileiro anterior, teoricamente para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sendo entregue ao então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que representava o então presidente Jair Bolsonaro em um evento. O item foi encontrado na mochila de um funcionário ao chegar desembarcar no aeroporto de Guarulhos, sendo imediatamente apreendido por falta delações ao fisco.


A apuração da Polícia Federal, busca esclarecer se as joias foram de fato lançadas no acervo pessoal do presidente Jair Bolsonaro as irregularidades na importação das mesmas.


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