Petrobras anuncia fim da paridade de importação e redefine política de preços dos combustíveis
Atualizado: 8 de jun. de 2023
A Diretoria Executiva da Petrobras assumiu nova estratégia comercial para preços de diesel e gasolina, desvinculando-os do preço de paridade de importação.
Empresa não se baseará mais nos preços de importação - Foto Reprodução / Internet
A Petrobras anunciou na manhã desta terça-feira (16) o fim da paridade de importação e uma nova política de preços para os combustíveis no Brasil, mas a Diretoria Executiva da estatal aprovou as novas diretrizes em uma reunião realizada na segunda-feira (15). A medida, representa uma mudança significativa na estratégia de preços da estatal, que desde 2016, passou a ter uma política de reajustes baseadas nas cotações do petróleo no mercado internacional, ou seja, os preços seguiam as variações do mercado externo, sem intervenção governamental para reduzir os preços.
Os reajustes serão realizados sem uma periodicidade definida, visando evitar repasses da volatilidade dos preços internacionais e do câmbio aos consumidores brasileiros. No cálculo anterior, conhecido como Preço de Paridade de Importação (PPI), a Petrobras incluía o valor do petróleo no mercado global e custos logísticos, como fretamento de navios, taxas portuárias e transporte através de dutos internos.
Agora, o foco da Petrobras será o custo alternativo do cliente como prioridade e o valor marginal como referências de mercado. Segundo a empresa, o custo alternativo do cliente considera diferentes opções de fornecedores para os mesmos produtos ou substitutos. Por outro lado, o custo marginal da Petrobras é calculado com base nas várias opções disponíveis para a empresa, como produção, importação e exportação do produto. Na nota divulgada pela empresa, as premissas são: preços competitivos por polo de venda, participação "ótima" da Petrobras no mercado, otimização dos ativos de refino e rentabilidade sustentável.
“Nosso modelo vai considerar a participação da Petrobras e o preço competitivo em cada mercado e região, a otimização dos nossos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável”, afirmou o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, segundo nota divulgada pela empresa.
Com a mudança, a Petrobras terá mais liberdade para definir preços competitivos e aproveitar suas melhores condições de produção e logística. Isso permite que ela concorra no mercado brasileiro de combustíveis com outros atores, como distribuidores e importadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desde sua campanha eleitoral, vinha propondo "abrasileirar" o preço dos combustíveis, buscando reduzir o impacto das oscilações internacionais do petróleo nas bombas dos postos. O fato é que a mudança representa uma vitória para o atual governo.




























