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Operação da PF desmonta esquema de contrabando de ouro ilegal da Amazônia para o exterior

15 de fev. de 2023
2 min de leitura

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (15), uma operação que visava um grupo suspeito de contrabando ilegal de ouro ilegal da Amazônia para fora do Brasil. A Justiça bloqueou R$ 2 bilhões de suspeitos de usarem notas fiscais eletrônicas para "esquentar" ouro extraído de garimpos ilegais na floresta. A operação, denominada "Sisaque", tenta prender três pessoas e cumprir 27 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em sete estados


O objetivo da operação era desmantelar uma rede de criminosos que estaria atuando em um esquema para esquentar ouro extraído em garimpos ilegais na Amazônia e em sua posterior comercialização, tanto no mercado interno quanto externo. O esquentamento é uma prática que visa dar aparência legal para o ouro obtido ilegalmente, o que facilitava o envio do ouro para quatro países: Itália, Suíça, China e Emirados Árabes. Segundo a investigação, entre 2020 e 2022, a fraude na emissão de notas fiscais chegou a R$ 4 bilhões, o equivalente a 13 toneladas de ouro.


Além disso, a operação contou com a participação de mais de 100 policiais federais, além de cinco auditores fiscais e três analistas da Receita Federal, que atuaram em conjunto para iampliar o volume de provas para desmontar o esquema criminoso e combater o contrabando ilegal de ouro na Amazônia. De acordo com Vinícius Serpa, delegado da Polícia Federal responsável pela operação, o esquema funcionava de maneira triangular, com a participação de empresas comerciais de pequeno porte e uma grande empresa exportadora.

"Empresas menores recebiam o ouro ilegal e as notas fiscais ilegais. Depois, emitem novas notas fiscais ilegais dando uma aparência de legalidade ao ouro. Então, o ouro era repassado para empresas maiores, no topo da exportação", diz Serpa.

As maiores empresas que o delegado cita funcionavam sob proteção de uma única empresa exportadora. Ainda segundo Serpa, a maior parte da mineração ilegal acontece em regiões de difícil acesso. "À medida que a polícia vai entrando, eles (os garimpeiros), vão indo mais para o interior do estado, se escondendo". A extração ilegal de ouro é um problema que vem se agravando nos últimos anos, causando danos ambientais irreparáveis, além de financiar atividades criminosas e alimentar a corrupção. Com a crescente demanda por esse metal precioso no mercado internacional. Segundo especialistas, essa atividade ilegal pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente, como o desmatamento, a contaminação de rios e a degradação de ecossistemas inteiros.Também está associada a diversas atividades criminosas, como o tráfico de drogas, o contrabando de armas e o trabalho escravo.


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