Noruega prende homem suspeito de espionagem russa e que se passava por brasileiro

A agência de segurança doméstica norueguesa informou nesta terça-feira (25), que prendeu um suposto espião clandestino russo, que de acordo com eles, se passava por um pesquisador brasileiro. As autoridades norueguesas prenderam vários cidadãos russos nas últimas semanas, em decorrência dos crescentes temores sobre a segurança da energia, internet e infraestrutura do país. ainda segundo informado, o suspeito foi preso, na manhã da segunda-feira (24), a caminho do trabalho na Universidade Ártica de Tromsø, uma cidade localizada ao norte da Noruega.
O caso ocorreu após várias detenções no país escandinavo de cidadãos russos acusados de pilotarem drones sobre o território norueguês em violação à proibição de sobrevoo imposta aos russos por causa da guerra na Ucrânia, ou por violarem as proibições de fotografia em locais sensíveis.
O serviço secreto norueguês (PST), confirmou que o homem estava na Noruega trabalhando para um dos serviços de inteligência da Rússia sob um nome e identidade falsos, que o havia detido, mas não podiam entrar em detalhes, mas que o suspeito seria expulso do país escandinavo. O vice-chefe do PST, disse, "acreditamos que ele representa uma ameaça aos interesses nacionais fundamentais", complementando que o serviço de segurança "está preocupado que ele possa ter adquirido uma rede e informações sobre a política da Noruega na região norte, mesmo que esta rede ou a informação pouco a pouco não seja uma ameaça à segurança do reino, estamos preocupados que a informação possa ser mal utilizada pela Rússia."
Enquanto, um tribunal colocou o suspeito sob uma ordem de detenção de quatro semanas, a mídia norueguesa escreveu que o indivíduo, que "aparentemente não tinha cidadania russa nem norueguesa, que ele chegou à Noruega em 2021 e supostamente estava pesquisando as regiões do norte, a política do Ártico da Noruega e ameaças híbridas". a Noruega é um dos Países-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e compartilha uma fronteira de 198 quilômetros no Ártico com a Rússia, este no qual, fez com que a Noruega, deixasse de ser o principal fornecedor de gás natural da Europa.



























