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Negacionistas da Covid-19: A tendência perigosa de ignorar a realidade da doença no mundo

3 de abr. de 2023
3 min de leitura

Desde que a pandemia da COVID-19 começou a se espalhar pelo mundo no início de 2020, surgiram diversos negacionistas da doença, que se recusaram ou ainda não aceitam a gravidade desta doença que causou a morte de milhões de pessoas, além de se colocarem contra as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades de saúde. Infelizmente atualmente ainda existem indivíduos, que através do espaço nas redes sociais disseminam informações falsas sobre a covid, estimulando movimentos antivacina e manifestações públicas conspiratórias sobre a pandemia. De acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 29 de março de 2023 foram registrados 761.402.282 casos confirmados de COVID-19, incluindo 6.887.000 mortes em decorrência da doença. Ainda segundo a agência, até 28 de março de 2023, globalmente 13.317.121.247 receberam algumas das doses de vacina.

O negaciosismo da COVID-19 tem suas raízes em teorias da conspiração que afirmam que a doença foi criada em laboratório, que o uso de máscaras era prejudicial à saúde e que as medidas de isolamento social teriam fins escusos, como a imposição de um regime ditatorial. Muitos também alegam que a mortalidade da doença é exagerada e que há tratamentos eficazes não divulgados pelas autoridades. Um bom exemplo no Brasil é o ex-presidente Jair Bolsonaro, que logo no início da pandemia no país disse que "Estavam superdimensionado o poder destruidor desse vírus e que talvez estivesse sendo potencializado até por questões econômicas”, em falas posteriores o ex-mandatário brasileiro disse é "Uma gripezinha, um resfriadinho", "Brasileiro pula em esgoto e não acontece nada", Eu não sou coveiro”, na ocasião o país já havia registrado 2.584 mortes.


Outras frases ditas por Bolsonaro no decorrer do crescimento da doença no Brasil, estimularam mais ainda a negação deste indivíduos. Confira algumas delas:


  • "E daí, lamento. Quer que eu faça o que?";

  • Aconselhou que "pessoas identificadas com a direita usassem a cloroquina, enquanto os de esquerda deveriam tomar tubaína";

  • "A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo";

  • "Se tomar vacina e virar jacaré não tenho nada a ver com isso”;

  • "Não está comprovada cientificamente”, disse Bolsonaro sobre a vacina Coronavac, na época o país já tinha 215.243 mortes em decorrência do vírus;

  • “O cara que entra na pilha da vacina é um idiota”;

  • "Chega de frescura e mimi”;

  • "Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa” afirmação dita em maio de 2021, período em que 436.537 tinham perdido a vida, vítimas da doença;

  • "Covid apenas encurtou a vida delas por alguns dias ou algumas semanas”, o país já tinha 584.421 mortes;

  • “Ômicron é bem-vinda”, frase dita em janeiro de 2021, momento onde 620.371 pessoas já tinham morrido vítimas da covid;

  • No mesmo mês ele disse “Lamento profundamente, mas é um número insignificante”.


Apesar de não representarem a maioria da população, os negacionistas é sempre motivo de preocupação entre os cientistas e profissionais de saúde, que alertam sobre o risco que uma desinformação em massa pode causar em uma epidemia, podendo fazer com que a doença se propague ainda mais. Além disso, esses indivíduos costumam agir de forma agressiva em relação a quem não compartilha suas opiniões, incentivando comportamentos de desprezo pelas medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades.

O surgimento de grupos negacionistas da COVID-19 acompanha um movimento mais amplo de desconfiança em relação à ciência e às instituições políticas. Especialistas seguem constantemente alertando para a necessidade de se combater a desinformação e investir em campanhas de conscientização e esclarecimento para reverter a tendência. A compreensão da gravidade da pandemia, endemia ou até mesmo o surgimento de um vírus, ou doença e o engajamento na prevenção são essenciais para a superação das crises sanitárias no mundo.

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