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Misterioso vírus jamais identificado, pode proteger contra a varíola dos macacos

26 de jul. de 2022
2 min de leitura

Como já se sabe, um surto em andamento de um novo vírus vem acometendo os seres humanos, o primeiro caso da varíola dos macacos foi confirmado em maio de 2022, começando com um conjunto de casos encontrados no Reino Unido, desde então, contaminações pelo vírus vem se espalhando pelo mundo. A doença viral conhecida desde 1958, começou a partir de dois surtos de uma doença similar à varíola em dois macacos que estavam em laboratórios para pesquisa.


Em humanos por ser mais leve, causando febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora ou da sífilis até formarem uma crosta, que depois cai e também, menos letal, é transmitida de animais para pessoas por meio de arranhões, mordidas ou ingestão e manipulação de carne de caça, por exemplo, já entre os seres humanos é mais difícil de ocorrer, porém pode ocorrer por meio de gotículas respiratórias, contato com lesões ou fluídos corporais e também por material contaminado, como toalhas.


O que você não sabe é que, um pânico médico bizarro varreu Londres no século 19, no qual, panfletos informativos foram distribuídos de forma alarmista, no qual dizia que as pessoas da época estavam em perigo e corriam risco urgente de se transformarem em vacas-humanas, pois um procedimento médico pioneiro, incluía pegar o vírus que infectava o gado, estava sendo usado para proteger as pessoas contra a cepa original da varíola. A técnica foi batizada de "vacinação", em homenagem ao latim " vaccinus ", que significa "derivado da vaca", hoje relacionado a descoberta do médico inglês Edward Jenner, inventor da vacina contra a varíola.


Na técnica, Jenner, notou que as as vacas tinham a pele excepcionalmente clara, após exposta ao vírus da varíola, de alguma maneira ficavam sem as marcas da doença, sinais estes que afligiam uma grande proporção da população, que ao se recuperarem, ficavam com um número significativo de cicatrizes faciais características. Utilizando dessa base, ele pegou um pouco de pus de uma marca de varíola bovina na mão de uma leiteira e usou para criar a vacina, depois aplicou em um menino de oito anos, posteriormente, o expôs intencionalmente ao vírus para ver se ele ainda era suscetível e ficaria doente, seis semanas depois a criança não teve reação e nem desenvolveu as pústulas, e assim Jenner percebeu que a técnica pioneira havia funcionado.


As primeiras evidências sugeriam que este vírus era extraordinariamente eficaz, protegendo 95% das pessoas de uma infecção que geralmente matava cerca de 30% de suas vítimas na época. O fato é que, a vacina feita a partir do vírus da varíola bovina, se tratava apenas um vírus normal, porém nos próximos séculos, este micróbio levou a varíola à extinção (erradicação), no entanto a história também afirma que a criação da vacina pode nunca ter tido nada a ver com vacas.


Na verdade, até hoje ninguém sabe de onde veio o vírus que erradicou a varíola, no entanto, esse vírus misterioso segue sendo usado, inclusive atualmente sendo implantadas nas vacinas contra a varíola dos macacos, recentemente declarada uma emergência de saúde global pela Organização Mundial da Saúde.


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