Ministério da Saúde diz que inclusão da vacina contra dengue no SUS, é prioridade

A vacinação contra a dengue é um tema de grande importância para o Brasil, um país que tem sofrido com a epidemia da doença nas últimas décadas. A Dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que causa febre alta, dores de cabeça e no corpo, náuseas, vômitos e pode evoluir para quadros mais graves, como a dengue hemorrágica. A Qdenga (TAK-003) é uma vacina desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda Pharma, que teve o registro aprovado para uso no Brasil, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), na quinta-feira (02), independentemente de exposição prévia à dengue ou não.
De acordo com a agência, o imunizante estará disponível para utilização em indivíduos de 4 a 60 anos de idade. Segundo informações dos representantes do laboratório japonês e da associação do setor, a previsão inicial, é que a vacinação contra a dengue com a Qdenga comece no segundo semestre deste ano, em clínicas particulares do Brasil, no entanto, o Ministério da Saúde afirmou também na quinta, que a questão é tratada como prioridade no órgão e que vai solicitar avaliação do imunizante pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), devido a isso, não há previsão de inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS). Já a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), informou que a previsão, é que o imunizante esteja disponível para comercialização pelos serviços privados a partir do segundo semestre de 2023.
A aprovação de desse imunizante se baseia nos resultados de 19 estudos de fases 1, 2 e 3 com mais de 28.000 crianças e adultos, incluindo um estudo de grande importância com seguimento de dados clínicos por quatro anos e meio e que até a presente data mostraram uma eficácia sustentada de 80,2%, sem riscos de segurança importantes. Ela é o único imunizante contra a doença aprovado no país para utilização em indivíduos sem necessidade de teste pré-vacinação. A vacina será aplicada em esquema vacinal de duas doses, com intervalo de 3 meses entre as aplicações. A empresa japonesa informou que vai aguardar o fim das discussões, no Ministério da Saúde, para definição de preços do imunizante nas redes privadas e também a introdução no SUS.

























