Líder de facção no litoral de SP é procurado pela polícia por atentado contra PMs
Antes dos ataques ocorridos contra os policiais durante a Operação Escudo, na Baixada Santista, região litorânea de São Paulo, havia uma investigação em curso envolvendo Rogério do Nascimento Nunes, também conhecido como 'Assombrado'. Ele é suspeito de ter ordenado o assassinato de Marcelo Cassola, que ocupava o cargo de chefe do setor de identificação do Palácio da Polícia em Santos.
'Assombrado', é procurado pelo atentado contra PM Najara Gomes, no litoral paulista - Foto Reprodução/Polícia Civil
Segundo informações fornecidas pelo delegado Seccional de Santos, Rubens Eduardo Barazal, encontra-se foragido um líder de uma facção atuante no litoral paulista, conhecido como 'Assombrado', devido ao seu envolvimento em dois ataques contra policiais policiais na cidade de Santos, litoral de São Paulo. Durante os incidentes, uma cabo da Polícia Militar foi atingida nas costas por um tiro, enquanto outro agente foi ferido na virilha. Felizmente, ambos receberam atendimento médico e estão em processo de recuperação.
Ataque
No dia do atentado, indivíduos armados com fuzis e pistolas dispararam contra dois policiais que se encontravam em frente a uma padaria no bairro de Campo Grande, em Santos. A cabo da PM Najara Gomes foi atingida nas costas. Ao perceberem que os criminosos retornariam para executá-la, seu colega de farda, conforme informações da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo (SP), tomou uma posição estratégica e os surpreendeu com tiros. O grupo armado fugiu, mas voltou a atacar no Morro do São Bento, a poucos quilômetros de distância, onde outro policial foi baleado, desta vez na virilha. Novamente houve uma troca de tiros, e um dos criminosos acabou sendo morto no local.
Barazal informou que após algumas horas dos ataques, a polícia conseguiu prender outros dois bandidos, os quais tiveram suas prisões temporárias transformadas em prisões preventivas. O quarto membro da quadrilha, apelidado de 'Assombrado', foi identificado pela polícia na sexta-feira (04).
'Assombrado'
Rogério do Nascimento Nunes, de 36 anos, conhecido pelo apelido de 'Assombrado', assumiu o controle de uma área denominada de 'Pavilhão 12', após seu irmão, Renato Pureza, ter sido preso em 2012 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Santos (SP).
O líder da facção já era procurado pela Polícia Civil por envolvimento em tráfico de drogas e por ser o mandante do assassinato de Marcelo Gonçalves Cassola, chefe do setor de identificação do Palácio da Polícia. O corpo de Cassola foi encontrado em outubro de 2022, perfurado por mais de 30 tiros, com uma corda amarrada entre as mãos e pernas.
'Assombrado' encontra-se sob acusação não apenas pelo homicídio do policial civil Cassola, mas também por receptação e tráfico de drogas e agora pelo atentado contra policiais militares ocorrido na terça-feira (1).
"Nós comprovamos, efetivamente, que '['Assombrado'] é um líder da facção criminosa no Morro do São Bento, onde nada e nenhum crime acontece sem a permissão dele, razão pela qual já foi pedida a prisão dele. Nós esperamos que aconteça dentro das próximas horas", afirmou o delegado, acrescentando, "Hoje, se encontra na condição de procurado [...]. Só que existem muitos olheiros naquela região [Morro do São Bento] de difícil acesso. Assim que os olheiros avistam qualquer situação estranha, muito mais se dissermos, que sejam policiais, eles de imediato avisam a liderança, que é ele ['Assombrado']. Obviamente, já é um elemento de trânsito na criminalidade há muito tempo, e não fica esperando que a polícia chegue", finalizou Barazal.
Operação Escudo
A Operação Escudo na Baixada Santista, localizada no litoral de São Paulo, resultou na prisão de 128 indivíduos até a manhã de sexta-feira (04). Desse total, 102 infratores foram detidos pela Polícia Militar e 26 por policiais civis. A ação também resultou em 16 óbitos, sendo 12 no Guarujá e 4 em Santos.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ao longo dos sete dias de operação, a polícia inspecionou 2.566 veículos, dos quais 175 foram apreendidos, além de 1.421 motocicletas, das quais 138 foram recolhidas. Durante a operação, foram encontrados dez veículos com queixa de furto ou roubo. Até a quinta-feira (03), foram apreendidas 21 armas, incluindo pistolas e fuzis, e aproximadamente 416 kg de drogas.
A SSP, também informou que, em relação às mortes ocorridas durante a operação, pelo menos 10 das vítimas tiveram antecedentes criminais por delitos como roubo, receptação, tráfico de drogas, entre outros.




























