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Jovem presa por roubo de bebê havia esperado 5 horas até conseguir pegá-lo no quarto

1 de nov. de 2023
3 min de leitura

Cauane levou o recém-nascido Ravi na madrugada seguinte ao seu nascimento, e agora a jovem enfrentará uma acusação de subtração de invalidez, crime passível de uma pena de até 6 anos de prisão.

Sete horas após o sequestro, a criança foi devolvida para os braços da mãe - - Foto Reprodução/TV Globo





Cauane Malaquias da Costa, de 19 anos, foi detida pelo sequestro do menino Ravi Cunha, que foi levado quando tinha apenas um dia de vida na Maternidade Municipal Maria Amélia Buarque de Hollanda, durante a madrugada da última quarta-feira (1°). Ela aguardou aproximadamente cinco horas nas instalações de saúde até que surgiu a oportunidade de pegar o bebê.


O Delegado Mario Jorge Ribeiro de Andrade, que atua como titular na 4ª Delegacia de Polícia, localizada na Praça da República, menciona a possibilidade de “premeditação”. Cauane havia alegado estar grávida e afirmou, inclusive aos policiais militares que a prenderam, que o recém-nascido era seu. Ela agora enfrentará acusações de subtração de invalidez com a possível colocação em um lar substituto. A pena associada a esse crime pode chegar a até 6 anos de prisão.


O Roubo do Bebê


Ravi veio ao mundo na última terça-feira (31), como o filho de Nívea Maria e Matheus Maranhão, nascido na Maternidade Municipal Maria Amélia Buarque de Hollanda, localizado nos arredores da Praça da República, no coração do Rio de Janeiro. Na madrugada do dia seguinte (madrugada desta quarta-feira), após amamentar Ravi, Nívea decidiu tirar um cochilo ao lado de sua sogra, Patrícia, que também acabou dormindo. Na enfermaria, outras quatro mães e seus recém-nascidos descansaram tranquilamente.


Por volta das 2h da mesma quarta-feira, as câmeras de monitoramento da maternidade capturaram o momento em que Cauane percorria os corredores até adentrar na enfermaria, carregando pelo menos três bolsas. A polícia descobriu que Cauane esteve na maternidade na terça-feira, dia 31, para visitar sua amiga, Raiane, que havia dado à luz. Ela chegou à unidade entre 10h30 e 11h. Em seu depoimento, Cauane afirmou que visitou sua amiga e admitiu que vagou pelos corredores do hospital. Por volta das 15h, ela passou pela enfermaria, avistou Ravi, o recém-nascido, e se interessou pela criança.


A jovem relatou à polícia que se sentou em uma cadeira, conversou com alguém e depois voltou para casa, guardando o adesivo que havia recebido para visitar Raiane. Por volta das 19h, Cauane saiu de casa com três bolsas, colocou o adesivo anteriormente guardado e entrou no hospital sem problemas. Anteriormente, havia sido considerada a possibilidade de uma invasão pela varanda. Cauane esperou por cerca de 5 horas até encontrar uma oportunidade para pegar Ravi.


Mulher que invadiu maternidade com bolsa e sacola foi presa em casa, no Borel - Foto Reprodução/TV Globo



Motivações


Quando questionada sobre a razão que a levou a agir dessa forma, ela optou por ficar em silêncio. Acredito que a motivação por trás disso fosse criar a criança como se fosse seu próprio filho, uma vez que já tinha um namorado, afirmou o delegado. Segundo ele, a jovem inventou para o namorado que estava grávida, e para toda a sua família também. Cauane admitiu ter passado por uma gravidez falsa, embora sua família não acreditasse nisso.


Ela afirmou ter tirado fotos não apenas da recepção, mas também da enfermaria, alegando aos parentes que estava se internando para dar à luz. Quando chegou à 4ª Delegacia de Polícia, na Praça da República, foi confrontada pela avó paterna de Ravi, Patrícia Cunha Figueira.


"Por que fez isso conosco? Por quê? Que Jesus te perdoe! Ele te ama! Que Tenha misericórdia!"

De acordo com o delegado, as imagens capturadas mostram uma mulher carregando uma sacola e afirmando estar acompanhando um paciente do quarto 307. Entretanto, surpreendentemente, o quarto 307 estava desocupado naquele momento, sem a presença de ninguém. Os funcionários suspeitam que Cauane tenha entrado na maternidade através de uma das varandas e deixado o local pela porta da frente, levando Ravi escondido em uma das bolsas.


Bebê recuperado


Às 8h20, uma equipe de reportagem que estava na entrada da unidade de saúde capturou o momento em que Davi Figueira, avô paterno de Ravi, recebeu uma ligação informando que seu neto havia sido encontrado. Um vizinho de Cauane, no Morro do Borel, fez uma denúncia anônima, e os policiais da UPP da comunidade da Tijuca foram até a casa dela. Ao chegarem na residência, os policiais flagraram Cauane com Ravi nos braços. Ela alegou ser a mãe da criança, mas acabou sendo presa. Por volta das 9h, Ravi já estava de volta aos braços da mãe.


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