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Israel lança ataque multifrontal a Gaza, civis procuram abrigo em hospitais; Resumo desta segunda

30 de out. de 2023
4 min de leitura

O primeiro-ministro israelense rejeitou apelos de cessar-fogo, afirmando que o avanço das forças armadas em Gaza exerce pressão sobre os membros do Hamas que ele chama de 'inimigos'.

Fumaça e chamas aumentam durante um ataque aéreo israelense no oeste de Gaza - Foto Reprodução / Reuters




Tropas e tanques israelenses iniciaram uma operação militar nesta segunda-feira (30) na Cidade de Gaza, que é a maior e mais densamente povoada área da Faixa de Gaza, utilizando tanto forças terrestres quanto aéreas, de acordo com fontes oficiais israelenses. No norte da Faixa de Gaza, os veículos blindados israelenses foram observados operando nas proximidades da costa do Mar Mediterrâneo. Moradores de Gaza relatam que houve ataques a partir do mar.


Relatos de testemunhas oculares descreveram os tanques israelenses bloqueando a principal via norte-sul de Salah al-Din, localizada ao sul da Cidade de Gaza, e conduzindo operações nas áreas próximas ao distrito de Zaytun e ao bairro de Shejaiya, dentro dos limites da Cidade de Gaza. O bloqueio da via principal, se confirmado, sugere que as forças israelenses estão buscando isolar a Cidade de Gaza a partir do sul, efetivamente cercando e isolando a área urbana que se estende ao norte, em direção a Beit Hanoun e Beit Lahia.


O Ataque Multifrontal


De acordo com as autoridades israelenses, os recentes ataques em Gaza, lançados de múltiplas frentes, incluindo ações aéreas, terrestres e navais, têm como objetivo desmantelar as capacidades militares do grupo extremista Hamas, que exerce controle sobre Gaza. As autoridades israelenses alegaram estar em busca de membros do Hamas que estariam escondidos em uma complexa rede de túneis sob a cidade. De acordo com as forças militares, nos últimos dias, os ataques atingiram mais de 600 alvos associados ao Hamas.


Na noite de sexta-feira (27), Israel lançou uma ampla intervenção em Gaza, reiterando o apelo para que os civis se deslocassem do norte para o sul. Contudo, muitos palestinos optaram por permanecer na Cidade de Gaza, temendo perder suas residências. Aterrorizados pelos ataques, a maioria buscaram refúgio junto a milhares de feridos.


Civis Buscam Refúgio em Hospitais


Os hospitais em Gaza desempenham um papel vital na crise atual, além de refúgios para civis que buscam proteção contra os ataques. Com muitas áreas afetadas, os hospitais se tornaram locais de refúgio não apenas para os doentes e feridos, mas também para famílias inteiras que foram deslocadas.


O Crescente Vermelho, que é o braço da ONG Cruz Vermelha voltado para nações de maioria islâmica, recebeu notificações do governo israelense para evacuar todas as pessoas do Hospital Al-Quds, situado no norte de Gaza. Segundo o Crescente Vermelho, aproximadamente 14 mil indivíduos buscaram refúgio nas instalações do hospital. Na segunda-feira seguinte, a organização divulgou um vídeo que evidencia acontecimentos ocorridos nas proximidades do hospital.


Por sua vez, a organização internacional ActionAid fez um alerta sobre a situação crítica em que se encontram centenas de pacientes retidos no Hospital Al-Quds, em meio a uma série de bombardeios intensos e constantes nas proximidades da instituição hospitalar. Segundo a ActionAid, além dos pacientes, mais de 12 mil deslocados encontram abrigo nos corredores e pátios do hospital e que há centenas de pacientes que não têm condições de sobreviver a uma viagem para o sul.


Implicações Humanitárias


A crise em Gaza tem implicações humanitárias graves. Milhares de pessoas tiveram que abandonar suas casas, muitas vezes sem ter para onde ir. Além disso, a interrupção dos serviços essenciais, como eletricidade, água e atendimento médico, agrava ainda mais a situação. A falta de alimentos e medicamentos também é uma preocupação crescente, uma vez que os suprimentos são limitados devido à instabilidade na região.


Um total de 26 veículos, transportando alimentos e equipamentos médicos, atravessaram a fronteira de Rafah em direção à Faixa de Gaza, de acordo com o comunicado do Crescente Vermelho Palestino emitido nesta segunda-feira. Desde 7 de outubro, somente 144 veículos entregam suprimentos para a organização humanitária palestina.


Cessar-fogo


Benjamin Netanyahu rejeitou a ideia de um cessar-fogo em Gaza, afirmando que "este é um momento de guerra". Durante uma coletiva de imprensa apresentada em inglês nesta segunda-feira, o então primeiro-ministro israelense declarou que o avanço das forças armadas israelenses em Gaza criou oportunidades para a liberação de reféns, algo que, segundo ele, o Hamas só faria sob pressão.


Reféns


O Hamas divulgou um vídeo com três cidadãos israelenses mantidos como reféns em Gaza, aparentemente com o objetivo de aumentar a pressão sobre o governo de Netanyahu. O gabinete de Netanyahu identificou os reféns como sendo Daniel Aloni, Rimon Kirsht e Elena Trupanov. As famílias desses indivíduos realizaram uma coletiva de imprensa em Tel Aviv, voltando para Cruz Vermelha que fizeram um esforço para garantir a libertação de todos os reféns detidos em Gaza. Além disso, pediram ao presidente dos EUA, Joe Biden, que fizesse tudo ou que estivesse ao seu alcance para trazer todos de volta para casa.


Em uma operação noturna, um soldado israelense capturado pelo Hamas foi resgatado de Gaza, conforme anunciado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). Ori Megidish, um soldado raso das Forças Armadas, foi libertado na noite de domingo, três semanas após ser sequestrado juntamente com mais de 220 outros reféns. Após passar por um exame médico que a declarou em boa saúde, ela pôde se reunir com sua família.



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