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Israel-Gaza: Segundo dia de bombardeio com ataques aéreos e foguetes na região

6 de ago. de 2022
2 min de leitura

Confronto entre Israel e Palestina entra no segundo dia seguido neste sábado (6), aviões de grupo militares israelenses bombardeiam a Faixa de Gaza e como resposta, palestinos dispararam foguetes contra as Forças de Defesa de Israel (IDF), estes que escreveram a ação como uma "operação preventiva" contra o grupo militante Jihad Islâmica Palestina (PIJ), na pior escalada de violência desde a guerra de 11 dias que ocorreu no ano passado.


Imagens do conflito Israel e Palestina (Role para o Lado)


De acordo com o IDF (Forças israelenses), os ataques seguiram em decorrência de uma "ameaça imediata" da Jihad Islâmica contra Israel. Pelo menos 160 foguetes foram disparados durante a noite em direção aos israelenses, sendo que a grande maioria foram interceptados pelos militares de Israel, no qual informou que esta última operação surpresa recebeu o codinome "Amanhecer", que pode durar uma semana. Sirenes de alerta de mísseis continuam a soar em cidades israelenses, fazendo com que as pessoas procurassem para os abrigos antiaéreos em cidades no sul do país. Autoridades de saúde palestinas confirmaram que um homem foi morto perto de Khan Younis, no sul da faixa.


O maior grupo militante na área "Hamas", movimento islamista palestino que tem ideologia semelhante à Jihad Islâmica e muitas vezes coordena suas ações com ela, até então, não parece estar disparando de seu grande arsenal de foguetes, ou seja, não há relatos de ataques aéreos dos militares israelenses contra o Hamas.


Na sexta-feira (05), aviões de guerra israelenses atingiram vários locais na Palestina e segundo as Forças de Defesa de Israel, frustrando supostos ataques planejados com foguetes pela Jihad Islâmica. Ainda na sexta-feira a PIJ (Jihad), comunicou que o líder da organização Tayseer al Jabari, também conhecido como Abu Mahmud, morreu em ataques que Israel realizou contra a Faixa de Gaza e que pelo menos 12 pessoas haviam sido mortas na ofensiva aérea israelense, que entre os civis, estavam uma criança de cinco anos de idade, um estudante de arte de 22 anos e que também aproximadamente 80 pessoas ficaram feridas.

"O movimento da Jihad Islâmica na Palestina e sua ala militar, a Brigada Al Quds, lamentam a morte do grande comandante jihadista Tayseer al Jabari 'Abu Mahmud', morto em um assassinato sionista na cidade de Gaza", disse o comunicado da PIJ (Jihad).

O primeiro-ministro de Israel, Yair Lapid, havia informou que o país não permitirá que organizações terroristas se estabeleçam contra o país e que qualquer levante que possa prejudicar Israel, serão atacadas pelas IDF (Forças israelenses), "Nossas forças de segurança vão agir contra os terroristas da Jihad Islâmica para remover a ameaça dos cidadãos de Israel", disse ele.


O Egito, a ONU e o Catar se mobilizaram para pôr fim aos confrontos. De acordo com o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, Israel vai pagar um preço alto pelos ataques em Gaza e o Hamas, grupo que controla Gaza, atacar Israel, o conflito vai tomar proporções muito maiores.


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