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Israel declara emergência e lança ataques ao sul do Líbano em resposta a ofensiva do Hezbollah

25 de ago. de 2024
3 min de leitura

O Hezbollah anunciou que a operação militar de domingo foi "concluída" por hoje, após realizar uma série de ataques com drones e foguetes contra alvos militares no norte de Israel na manhã de segunda-feira.


Uma vista mostra fumaça no lado libanês da fronteira com Israel, visto de Tiro, sul do Líbano - Foto Reprodução / Aziz Taher / Reuters





Em uma escalada significativa das tensões na região, Israel lançou uma série de ataques aéreos no sul do Líbano neste domingo (25). O país descreveu a ação como uma medida preventiva antes de um ataque planejado em grande escala pelo Hezbollah contra o país. Em resposta, o grupo extremista libanês, conhecido por suas atividades militares e políticas, iniciou um ataque em larga escala com uma série de drones e foguetes contra o norte de Israel, que então declarou estado de emergência.


A Intensificação do Conflito


O Hezbollah, um grupo libanês apoiado pelo Irã, anunciou ter lançado 320 foguetes Katyusha e drones contra Israel, atingindo 11 alvos militares. Segundo o grupo, essa ação marca a primeira fase de sua retaliação pelo assassinato de Fuad Shukr, um comandante sênior morto no mês passado. O Hezbollah também afirmou que uma retaliação completa levará tempo, mas, apesar do ataque, indicou que não há planos imediatos para novas ofensivas. Entre os alvos atingidos estavam estruturas militares israelenses, incluindo o sistema de defesa "Domo de Ferro", e um "alvo militar especial" que não foi detalhado. Imagens divulgadas por Israel mostram o Domo de Ferro em funcionamento, repelindo os ataques


Um drone do Hezbollah cruzando do Líbano é interceptado neste domingo por um jato israelense sobre uma área perto da fronteira dos países - Foto Reprodução / Atef Safadi / EPA





Em resposta, Israel realizou ataques aéreos coordenados "preventivos" contra alvos estratégicos do Hezbollah no sul do Líbano, região onde o grupo tem uma forte presença. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que mobilizaram 100 caças para bombardear 40 alvos do grupo libanês. Além disso, afirmaram ter atingido e destruído milhares de lançadores de foguetes do Hezbollah, após identificar uma ameaça iminente de ataque por parte do grupo extremista. A mídia libanesa relatou que três pessoas morreram em decorrência de um ataque israelense, enquanto Israel não registrou vítimas.


O ministro das Relações Exteriores de Israel afirmou que o país não busca uma guerra em grande escala. O Ministro da Defesa, Yoav Gallant, anunciou um estado de emergência de 48 horas em todo o território a partir das 6h da manhã deste domingo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa monitoraram a situação em Tel Aviv. Em uma reunião do gabinete de segurança, Netanyahu ressaltou que a inteligência do país tem sido eficiente na neutralização de ameaças.


Voos foram suspensos no aeroporto de Tel Aviv, de acordo com a imprensa local. Além disso, sirenes de alerta foram ativadas no norte de Israel, e os residentes da área fronteiriça foram instruídos a deixar suas casas imediatamente. Segundo Netanyahu, eles estão firmemente empenhados em fazer tudo o que for necessário para proteger nosso país, garantir o retorno seguro dos residentes do norte às suas casas e manter a regra básica: "quem nos prejudica, será prejudicado", afirmou o primeiro-ministro israelense.


Repercussões Regionais


A escalada do conflito tem gerado preocupações internacionais sobre a possibilidade de uma guerra em larga escala na região. Organizações internacionais e países aliados têm chamado por contenção e diálogo, temendo que o aumento das hostilidades possa desestabilizar ainda mais o Oriente Médio, uma região já marcada por conflitos e tensões geopolíticas.


Os rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irã, saudaram os ataques do Hezbollah contra Israel e renovaram as ameaças de lançar um ataque em resposta aos bombardeios israelenses a um porto no Iémen no mês passado. A Casa Branca informou que o presidente dos EUA, Joe Biden, está acompanhando a situação e ressaltou que Israel tem o direito de se defender, mas que os EUA continuarão empenhados em promover a estabilidade regional. Israel alertou que o ataque do Hezbollah pode representar uma escalada no conflito no Oriente Médio, que já dura 10 meses.


O ministro das Relações Exteriores israelense declarou que, embora o país não deseje uma guerra em "grande escala", agirá conforme o desenvolvimento dos acontecimentos. Os Estados Unidos afirmaram seu compromisso com a defesa de Israel contra qualquer ataque do Irã e seus aliados. A ONU e o Egito expressaram preocupações sobre uma possível intensificação do conflito. O Hezbollah, que atua como partido político no Líbano, possui um braço armado considerado terrorista pelos Estados Unidos e Israel. O grupo, apoiado pelo Irã, tem promovido ataques contra Israel em solidariedade ao Hamas, devido à guerra na Faixa de Gaza.

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