Israel confirma morte da DJ alemã Shani Louk, sequestrada pelo Hamas durante um festival de música
O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou hoje que o corpo do artista foi localizado e devidamente identificado. Inicialmente, havia a suspeita de que a jovem que foi sequestrada durante o ataque ao festival de música eletrônica, estava viva.

Shani Louk. A mãe da jovem contou que ela falou pela última vez com a filha no festival, quando houve tiros - Foto Reprodução/ Instagram
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou, nesta segunda-feira (30), a morte da DJ de nacionalidade germano-israelense, Shani Louk, aos 23 anos. O corpo da jovem foi exibido em um vídeo amplamente divulgado ao redor do mundo, no qual ela aparece na traseira de um veículo pertencente a um dos membros do grupo Hamas. Mais cedo, a mãe da artista também havia anunciado a morte de sua filha.
“Infelizmente, recebemos ontem a notícia de que a minha filha já não está viva”, contou Ricarda Louk à emissora alemã RTL/ntv.
Sequestro
A jovem artista, com 22 anos na época, estava participando do festival de música eletrônica Universo Paralello, em Reim, quando foi sequestrada pelo grupo terrorista e levada para Gaza, junto com mais de 200 pessoas, incluindo crianças, mulheres e idosos. Mas o nome de Shani se tornou destaque no cenário internacional quando sua mãe gravou vídeos apelando pelo resgate da jovem.
Inicialmente, Shani era considerada viva, mesmo depois da jovem ter sido reconhecida em um vídeo divulgado por membros da organização terrorista, no qual aparecia uma mulher seminua e aparentemente inconsciente era vista na parte de trás de uma caminhonete, com vários membros do grupo acompanhando o veículo em um desfile.
Imagens amplamente difundidas na internet mostravam uma pessoa chegando ao ponto de cuspir em seu corpo. Três dias após o início do conflito, em 10 de outubro, Ricarda gravou outro vídeo de apelo, fornecendo informações atualizadas sobre a filha. A irmã da artista, Adi, também confirmou a morte de Shani através de uma publicação nas redes sociais.
"Temos agora mais informações de que Shani está viva, mas tem um grave ferimento na cabeça e está numa situação crítica. Cada minuto é crítico", disse a mãe da artista em um vídeo enviado à mídia da Alemanha à época.
Restos Mortais
Segundo as autoridades israelenses, é provável que o artista tenha perdido a vida no mesmo dia do ataque. Ao examinar seus restos mortais, foram encontradas evidências de que ela teria sido submetida a tortura, e os ferimentos identificados em seu corpo eram tão graves que se tornariam impossíveis de sobreviver. Em uma postagem na plataforma de mídia social X, anteriormente conhecida como Twitter, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que Shani tinha experimentado “sofrimentos inimagináveis”.
De acordo com informações veiculadas pela mídia alemã e israelense, um parente da DJ, informou que a família recebeu um comunicado oficial das Forças de Defesa de Israel e da organização de resposta a emergências voluntárias Zaka, informando que um osso da base dos crânios de Shani foi encontrado e correspondente ao seu DNA. Após avaliação médica, os profissionais concluíram que a ausência desse osso era incompatível com a sobrevivência de Shani, determinando assim o seu falecimento. A confirmação da morte foi realizada pelo Instituto Nacional de Medicina Forense de Israel.



























