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Irã e Arábia Saudita concordam em restabelecer relações; O acordo pode afetar conflito no Iêmen

10 de mar. de 2023
2 min de leitura

Após anos de tensão e conflito, o Irã e a Arábia Saudita, os dois grandes rivais produtores de petróleo do Oriente Médio, concordaram em restabelecer as relações diplomáticas; O acordo veio após negociações mediadas pela China realizadas em Pequim. A decisão marca um importante passo em direção à estabilidade na região do Oriente Médio. Como resultado das negociações, o Irã e a Arábia Saudita concordaram em retomar as relações diplomáticas e reabrir as embaixadas dentro de dois meses, informou a agência de notícias estatal iraniana Irna.


"Após discussões, a República Islâmica do Irã e o Reino da Arábia Saudita concordaram em retomar as relações diplomáticas e reabrir embaixadas e missões nos próximos dois meses", disse à agência de notícias oficial iraniana Irna, citando um comunicado conjunto. A agência de notícias oficial saudita também publicou o texto. Os ministros das Relações Exteriores de ambos os países "irão implementar esta decisão e tomar as providências necessárias para a troca de embaixadores", acrescentou o comunicado.

As relações entre Irã e Arábia Saudita têm sido tensas desde a revolução islâmica de 1979, que transformou o Irã em uma república islâmica. Desde então, os dois países têm estado em lados opostos de conflitos regionais, incluindo a guerra civil síria e o conflito no Iêmen.

No entanto, nos últimos anos, a situação entre as duas nações piorou ainda mais, com ataques e retaliações constantes. em 2016, depois que cidadãos iranianos atacaram missões diplomáticas sauditas na república islâmica após a execução, em Riade, do clérigo xiita Nimr al Nimr, agravou a situação ainda mais. Outros países do Golfo se juntaram à Arábia Saudita na época ao decidirem reduzir suas relações diplomáticas com Teerã, incluindo Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. Mas agora, com a ajuda da China, os dois países concordaram em entrar nas diferenças e restabelecer as relações diplomáticas.


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, comemorou no Twitter o retorno das relações entre os dois países. Segundo ele, "O retorno das relações normais entre Teerã e Riade oferece grandes possibilidades para ambos os países, para a região e para o mundo muçulmano", afirmou. O ministério lançará outras iniciativas regionais."


A Arábia Saudita espera que o Irã interrompa os ataques de drones e mísseis Houthi no reino, e que o Irã ajude nas negociações sauditas com os Houthis, grupo político rebelde do Iêmen, o qual são apoiados politicamente pelo Irã. Mas as autoridades enfatizaram que as expectativas, pelo menos inicialmente, permaneceram baixas. O pacto não significa necessariamente nenhuma mudança na abordagem saudita para o conflito palestino, onde vem alertando Israel que está a caminho de causar perigoso derramamento de sangue. No entanto, o acordo causará preocupação entre muitos políticos israelenses que buscam o isolamento global para seu arqui-inimigo, o Irã. Naftali Bennett, o ex-primeiro-ministro israelense, descreveu o pacto como um desenvolvimento “sério e perigoso” e um “golpe fatal no esforço de criar uma aliança regional” contra a República Islâmica


Embora ainda não esteja claro exatamente como as relações serão restabelecidas e quais serão as próximas etapas, a notícia é um sinal positivo para a estabilidade na região do Oriente Médio. A Casa Branca também elogiou o acordo, mas disse que ainda é preciso ver se os iranianos "cumprirão suas obrigações".


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