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Independência Ucrânia: País celebra 31 anos de soberania independente em meio a 6 meses da guerra

24 de ago. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 24 de ago. de 2022

Nesta quarta-feira (24), completa exatamente seis meses em que as forças russas invadiram a Ucrânia, em 24 de fevereiro, e assim dando início a um contínuo e prolongado conflito entre as nações, deixando milhares de pessoas mortas, além de um grande fluxo de deslocamento em massa de cidadãos ucranianos para outros países no mundo. Coincidentemente, hoje também é o dia em que ocorreu o ato, no qual estabeleceu a Ucrânia como um Estado independente (Independência da Ucrânia), conquistada em 24 de agosto de 1991, em meio a um colapso da União Soviética na época, quando rígidos líderes comunistas tentaram restaurar o controle central do Partido Comunista sobre a URSS (União das Repúblicas Socialistas Sov­­­­­­­­­­­­­­­iéticas ou simplesmente União Soviética).


Dias após o golpe, uma sessão especial do parlamento ucraniano votou por 321 votos a dois e 31 abstenções para declarar a Ucrânia uma “república independente e soberana”, na qual a lei soviética não se aplicava mais. O nome do país significa “fronteira”, já o emblema da bandeira do país indica um garfo, devido a milhares de manifestantes pró-independência, em 28 de agosto de 1991, terem mostrado um sinal de três dedos, durante um comício no centro de Kiev. O atual presidente do país, Volodymyr Zelensky, em um pronunciamento, contou a nação "renasceu" após a invasão da Rússia e elogiou a população por "permanecer firme", além de prometer reconquistar a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e Donbass, no leste do país, dominada por tropas russas depois do início da guerra.


"Nós finalmente nos tornamos um povo unido. Uma nova nação nasceu em 24 de fevereiro (dia da invasão da Rússia ao país). Nasceu não, renasceu. Uma nação que não chorou, não gritou ou se amedrontou. Uma nação que não fugiu, que não desistiu. E que não esquecerá... Não vamos sentar à mesa de negociações por medo, com uma arma apontada para nossas cabeças. Para nós, o mais terrível não são mísseis, aviões e tanques, mas as algemas", disse. "O que para nós é o fim da guerra? Costumávamos dizer: paz. Agora dizemos: vitória. Não nos importamos com o exército que vocês têm, só nos importamos com nossa terra. Lutaremos por ela até o fim", declarou Zelensky, complementando, "Permanecemos firmes há seis meses. É difícil, mas cerramos os punhos e estamos lutando pelo nosso destino".

As últimas atualizações sobre a incursão das tropas da Rússia no país, é que a maior parte dos combates se deslocou para o leste, após os fracassados avanços dos russos na região central a Ucrânia, no entanto as forças militares ucranianas estão concentradas na retomada de algumas áreas-chave perto da fronteira russa. Novas sanções foram anunciadas hoje contra a Rússia, entre elas, está a do presidente dos EUA, Joe Biden, que além de homenagear a independência ucraniana, informou o envio de um novo pacote de assistência à segurança de cerca de US$ 3 bilhões, de ajuda militar à Ucrânia. Vários lideres mundiais também enviaram mensagens para em apoio e homenageando o país.




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