Greve do metrô paralisa linhas em estações de SP e afeta milhares de usuários
Nesta quinta-feira (23), uma greve do Metrô de São Paulo paralisou as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Ao todo, 13 estações foram fechadas e cerca de 2,8 milhões de pessoas foram afetadas pela paralisação. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô funcionam normalmente. A suspensão das linhas de metrô teve início a partir da 0h desta madrugada. Estações, que costumam abrir às 4h40 da manhã, permanecem fechadas e sem previsão de abertura. O impacto da greve foi sentido imediatamente. As estações da cidade permaneceram ainda mais congestionadas do que o normal, e muitos passageiros tiveram que buscar alternativas para chegar ao trabalho, como ônibus, táxis e carros de aplicativos.
Os usuários relatam que foram pegos de surpresa, que foram recebidos com placas de paralisação parcial dos funcionários, desta maneira causando aglomerações em frente às estações. A estação Corinthians-Itaquera, que possui grande movimentação de pessoas, amanheceu com os portões para o acesso ao Metrô fechados. A opção, além dos ônibus do terminal, é utilizar os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que estão funcionando normalmente, porém, registrando lotação e longas filas para acessar as catracas. Com as alterações, os ônibus circulam com a frota completa e o rodízio fica suspenso nesta quinta-feira.
Ainda na madrugada, o Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo publicou um vídeo, relatando um plano de contingência que teria sido sugerido pelo Tribunal do Trabalho, enquanto houvesse consenso sobre as solicitações do sindicato. A proposta sugerida seria de "catraca livre", permitindo aos passageiros o acesso livre nas estações com entrada e saída pela porta da frente. Os metroviários informou que a categoria pede o fim da privatizações e terceirizações do serviço de transporte por parte do governo, o aumento de contratações por concurso público de novos servidores, revogação de demissões por aposentadoria e outros desligamentos realizados em 2019, novas contratações e também o pagamento de um abono em troca da Participação dos Resultados e Lucros (PLR) que, segundo o sindicato, não foi repassada aos trabalhadores entre os anos de 2020 e 2022.
"Vamos fazer uma assembleia para discutir sobre aceitar essa proposta de paz, desde que o metrô aceite. Para não prejudicar a população de manhã, a gente continua nosso movimento e (para que) o metrô e o Tarcísio (governador de São Paulo) paguem o que nos devem", dizem os sindicalistas.
Até o momento, as duas partes ainda não entraram em um consenso. Por meio de nota, o Metrô disse "não há justificativa para que o Sindicato dos Metroviários declare greve reivindicando o que já vem sendo cumprido pela empresa... Que estão empenhando todos os esforços para atender aos pleitos do Sindicato, em acordo com a realidade econômica da companhia". "Essa realidade não possibilita o pagamento de abono salarial neste momento, já que a empresa teve significativas quedas de arrecadação pela pandemia e não teve ainda o retorno total da demanda de passageiros, se comparada a 2019". O Metrô afirmou que a atual realidade econômica. A companhia "não possibilita o pagamento de abono salarial neste momento", explicando que teve "significativas quedas de arrecadação pela pandemia e não teve ainda o retorno total da demanda de passageiros, se comparada a 2019".
A companhia disse ainda que "cumpre integralmente com o Acordo Coletivo de Trabalho e com a regra estabelecida para a política de progressão salarial aos seus funcionários". A greve do Metrô de São Paulo é mais um capítulo da onda de protestos e paralisações que tem ocorrido em todo o país em meio à crise econômica e ao desemprego crescente. As entidades sindicais têm criticado a política econômica do governo federal e cobrado medidas para garantir a geração de empregos e a melhoria das condições de trabalho.





























