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Gonçalves Dias pede demissão do GSI após aparecer em vídeo durante atos golpistas de janeiro

19 de abr. de 2023
3 min de leitura
O General Gonçalves Dias pediu demissão do cargo de ministro-chefe do GSI após aparecer em vídeo em meio a ataque de bolsobaristas extremistas ao Planalto Nacional

Foto Reprodução CNN Brasil



O general Gonçalves Dias, até então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, pediu demissão do cargo nessa quarta-feira (19), após a divulgação de um vídeo em que aparece no Palácio do Planalto durante uma invasão golpista de bolsonaristas este ano. O vídeo em questão aparece Dias e funcionários do GSI circulando em meio a um grupo de apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que invadiram o Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro de 2023. Nas imagens, um dos funcionários do GSI conversa com invasores e os cumprimenta. Em outro trecho mostra servidores do órgão entregando água aos vândalos. Ainda nas imagens é possível vê o ministro caminhando sozinho no terceiro andar. Em seguida, ele tenta abrir duas portas e depois entra no gabinete.

A divulgação do vídeo gerou discussões e críticas ao GSI, que tem como uma de suas atribuições garantir a segurança do presidente da República e de seus ministros. A presença do ministro no momento do ataque criminoso que e depredou as sedes dos Três Poderes, foi considerada uma falha grave de segurança. Em comunicado à imprensa, o GSI afirmou a presença do chefe do órgão no Palácio do Planalto, veiculada nas imagens mostram a “atuação dos agentes de segurança que foi, em um primeiro momento, no sentido de evacuar os quarto e terceiro pisos do Palácio do Planalto."


A respeito de reportagem veiculada no dia de hoje, sobre os ataques do 8 de janeiro, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) esclarece que as imagens mostram a atuação dos agentes de segurança que foi, em um primeiro momento, no sentido de evacuar os quarto e terceiro pisos do Palácio do Planalto, concentrando os manifestantes no segundo andar, onde, após aguardar o reforço do pelotão de choque da PM/DF, foi possível realizar a prisão dos mesmos", explicou o GSI. "Quanto às afirmações de que agentes do GSI teriam colaborado com os invasores do Palácio do Planalto, informa-se que as condutas de agentes públicos do GSI envolvidos estão sendo apuradas em sede de sindicância investigativa instaurada no âmbito deste Ministério e se condutas irregulares forem comprovadas, os respectivos autores serão responsabilizados", informou.

O Gabinete ainda destacou que as imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto, gravadas no dia do ataque, fazem parte de um inquérito policial instaurado no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) e que o GSI não autorizou ou liberou qualquer imagem que não fosse destinada aos órgãos investigativos, tendo em vista a proteção do sigilo do inquérito, previsto no art. 20 do Código de Processo Penal.

De acordo com o blog do jornalista Gerson Camarotti, no site de notícias G1, a situação do agora ex-ministro foi agravada porque o presidente Luiz Inácio Lula da silva(PT) lhe solicitou as imagens de frente do gabinete presidencial durante a invasão, porém, de acordo com fontes, respondeu ao presidente brasileiro que as imagens estavam indisponíveis. Após o pedido de demissão de Dias, a Secretaria de Comunicação da Presidência, por meio de uma nota, afirmou que "a violência terrorista que se instalou no dia 8 de janeiro contra os Três Poderes da República alcançou um governo recém-empossado, portanto, com muitas equipes ainda remanescentes da gestão anterior, inclusive no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que foram afastados nos dias subsequentes ao episódio".

O órgão ainda informou que 81 militares, inclusive do GSI, já foram ouvidos no inquérito sobre os atos golpistas e que "o governo tem tomado todas as medidas que lhe cabem na investigação do episódio". A presença do general Gonçalves Dias no Palácio do Planalto no momento dos ataques terroristas veio à tona após divulgação de um vídeo da agência de notícias CNN Brasil.

É importante ressaltar que as imagens divulgadas não indicam que o ministro do GSI de Lula estava participando da mobilização contra as instituições, como vem circulando nas redes sociais, mas sim, ele e os agentes estavam orientando os depredadores a deixarem o prédio. Não existe nenhuma teoria de que houve armação dos ataques pelo governo Lula, uma vez que os autores eram grupos de apoiadores extremistas de Bolsonaro.



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