Furacão de categoria 1: Temporal e fortes ventos de até 151km/h causam transtornos no litoral de SP
Os ventos que atingiram velocidades de até 151 km/h provocaram sérios problemas nas cidades da Baixada Santista, incluindo queda de árvores, áreas alagadas, danos estruturais a edifícios, incluindo instalações hospitalares na região, além da interrupção das operações de balsas.
Teto de um posto na cidade de Santos que desabou - Foto Reprodução / Redes Sociais
Um intenso temporal acompanhado de ventos de alta velocidade atingiram o litoral de São Paulo na tarde da sexta-feira (03), causando uma série de transtornos para os moradores de cidades como Santos, Praia Grande e Guarujá. Com rajadas de vento que chegaram a 151km/h, o evento climático surpreendeu a região, deixando muitos estragos pela região. Segundo um comunicado oficial da Defesa Civil do Estado de São Paulo, a Baixada Santista experimentou a passagem de um furacão de categoria 1.
“A classificação a partir de 150 km/ h é de furacão nível 1, esse registro foi feito pela Praticagem do Porto de Santos. Estamos checando com outros equipamentos, mas se for confirmada (essa velocidade dos ventos) seria um furacão mesmo”, afirmou o Capitão Roberto Farina Filho, diretor de Comunicação da Defesa Civil de SP, à emissora local, Santa Cecília TV.
Imagens de alguns dos transtornos causados pela forte tempestade – Reprodução de Vídeo/Redes Sociais
Furação nível 1
A escala utilizada para avaliar a intensidade dos furacões é denominada Escala Saffir-Simpson. Ela classifica essas características naturais em cinco categorias, levando em consideração a velocidade de seus ventos e as tempestades, que resultam em um aumento anormal no nível do mar após a passagem do furacão. Além disso, uma escala avalia os danos potenciais que podem ocorrer quando o furacão atinge a terra firme.
Nessa categoria, os ventos atingem velocidades que variam de 119 a 153 km/h, e as ondas podem se elevar até 1,5 metros acima do nível normal do mar. Furacões pertencentes a essa categoria geralmente causam danos predominantemente a casas que não estão devidamente ancoradas, removem detritos, árvores e semáforos, e podem resultar em inundações leves, bem como em pequenos danos às estruturas dos imóveis.
Itanhaém
O município de Itanhaém foi um dos primeiros a experimentar os impactos da tempestade, deixando os moradores apreensivos. A Defesa Civil de Itanhaém comunicou em um comunicado que, apesar das chuvas intensas, não ocorreram incidentes graves, embora tenham sido identificados pontos isolados de alagamento em algumas áreas da cidade.
Santos
Em Santos, houve o registro de várias quedas de árvores e também de estruturas, entre elas o teto de um posto na Ponta da Praia desabou. O local, que fica próximo à balsa entre Santos e Guarujá, não suportou a força dos ventos que surpreenderam moradores da região. O serviço de travessia das balsas teve que ser interrompido temporariamente, mas rapidamente foi retomado. Além disso, o prédio da Santa Casa de Santos também sofreu danos devido aos ventos fortes, que causaram o destelhamento parcial da estrutura.
"Não houve feridos. As equipes de manutenção do hospital já estão no local para os devidos reparos, assim como as equipes multidisciplinares da Instituição estão prestando todo o atendimento aos pacientes e acompanhantes”, diz o comunicado do hospital.
Guarujá
No Guarujá, o Hospital Santo Amaro teve que transferir e realocar pacientes das alas após um curto-circuito no transformador em frente à unidade, o que resultou em um princípio de incêndio, conforme comunicado da assessoria do hospital. A realocação de pacientes foi necessária devido à falta de energia e à presença de fumaça, uma situação lamentável.
“O transformador em frente ao hospital estourou e houve um princípio de incêndio em duas unidades. Informa ainda que o transtorno está controlado, os pacientes foram realocados e não houve vítimas. Entretanto as cirurgias eletivas estão suspensas até que haja reparo e segurança aos pacientes e colaboradores”, informou a unidade hospitalar.
Praia Grande
Na cidade de Praia Grande, equipes da prefeitura ainda percorreram as ruas até o início da noite para avaliar os danos causados pelo temporal. Foram confirmados pelo menos 18 incidentes de árvores caídas na localidade. A assessoria de imprensa do Litoral Plaza Shopping comunicou que, devido aos ventos intensos, uma placa de gesso drywall desprendeu-se do teto, localizada na área externa do acesso principal do estabelecimento.
As equipes de bombeiros e manutenção foram acionadas prontamente e tomaram as medidas possíveis. Por questões de segurança, a área foi isolada para as devidas correções. Importante destacar que não houve feridos e o Litoral Plaza continua operando normalmente. A Prefeitura de Praia Grande informou que as equipes da Defesa Civil, juntamente com diversas secretarias municipais, foram acionadas para lidar com os estragos causados pelo furação.
Outras cidades da região
A Prefeitura de São Vicente, através da Secretaria de Organização Social (Sedos), comunicou que acionou a Defesa Civil devido a incidentes de árvores caídas na cidade. Além disso, o temporal causou a inoperância de alguns semáforos na cidade. Em Cubatão, conforme informado pela Prefeitura, a Defesa Civil não foi mobilizada, e o município não enfrentou grandes problemas, com exceção de cortes de energia e áreas alagadas. A Defesa Civil de Bertioga também relatou a ausência de ocorrências relacionadas à chuva ou vento.


























