Fenômenos luminosos sobres na fronteira RS-Uruguai é captados por observatório em Porto Alegre
Denominados de sprites, esses eventos ocorrem devido a descargas elétricas relacionadas a tempestades de raios, as quais produzem pulsos de energia elétrica. A duração desse fenômeno é aproximadamente de 17 milissegundos.
Sprites vistos na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai - Imagem Reprodução/Observatório Heller & Jung
O Observatório Heller & Jung, localizado em Taquara e a 80 quilômetros de Porto Alegre, documentou fenômenos luminosos sobre nuvens de tempestade na fronteira entre Rio Grande do Sul e Uruguai na madrugada desta sexta-feira (18). Segundo o professor Carlos Fernando Jung, responsável pelo observatório, esses efeitos luminosos são conhecidos como sprites – breves lampejos de luz de baixa intensidade que transparecem sobre trovoadas.
Jung explicou que esses fenômenos surgem devido a descargas elétricas provenientes de tempestades de raios, que provocam pulsos ascendentes de energia elétrica. Esses impulsos têm a capacidade de estimular o gás na camada superior da atmosfera, o que resulta na emissão de luz. Essas emissões luminosas se apresentam como os flashes distintivos brilhantes dos sprites e geralmente, essas emissões assumem formas ramificadas, lembrando uma árvore invertida, que se estendem tanto vertical quanto horizontalmente a partir do ponto de origem.
O que são sprites?
Os sprites representam uma categoria mais familiar dentre os fenômenos luminosos transitórios, os quais ocorrem no decorrer de tempestades. Eles surgem em decorrência de campos elétricos quase eletrostáticos gerados por ventos fortes que percorrem o trajeto entre as nuvens e o solo. Tais ocorrências podem ser captadas por câmeras altamente sensíveis do tipo CCD (dispositivo de carga acoplada), capazes de registrar um desses eventos a distâncias que alcançam até mil milhas. Os sprites se formam acima das nuvens de nuvens tempestuosas, estendendo-se a altitudes que variam de 45 a 90 milhas, e apresentam uma tonalidade de laranja a vermelha.
A duração média desse fenômeno é de cerca de 17 milissegundos. Ele ocorre alguns milissegundos após a formação de um relâmpago inicial, que normalmente se desenvolve na base dos raios. O fenômeno apresenta carga positiva, ao contrário dos raios convencionais, que possuem carga negativa. Nesse processo, uma corrente positiva desce da nuvem em direção às cargas negativas acumuladas no solo. Quando essa corrente encontra essas cargas no solo, o circuito se completa e se apresenta na manifestação do raio positivo. Curiosamente, esse fenômeno também pode ser observado nas camadas mais altas das nuvens em Netuno.



























