Explosão Alarmante: Casos de dengue em 2024 triplicam em comparação com o mesmo período de 2023
A importância de uma colaboração unificada entre o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais no enfrentamento das arboviroses, englobando os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, foi enfatizada pela Ministra da Saúde, Nísia Trindade.
O vírus da dengue possui quatro sorotipos, em geral, denominados Denv-1, Denv-2, Denv-3 e Denv-4 - Foto Reprodução/Fiocruz
No início de 2024, o Brasil se depara com um cenário preocupante na área da saúde pública, visto que os casos de dengue triplicaram em relação ao mesmo período do ano anterior. Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (30), o país registrou um total de mais de 217 mil casos de dengue nas quatro primeiras semanas do ano em curso. Esse número representa mais que o triplo das notificações feitas no mesmo período de 2023, que totalizaram 65.366 casos.
O painel de monitoramento de arboviroses do governo reportou 15 óbitos relacionados à doença até o momento em 2024, enquanto 149 mortes estão atualmente em fase de investigação. No ano anterior, em 2023, foram registradas 41 mortes vinculadas à dengue. Considerada pelo Ministério da Saúde como a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, especialmente no Brasil, a dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.
Fatores Contribuintes
Segundo informações do Ministério da Saúde, o crescimento de 16,8% nos casos de dengue em comparação ao ano anterior, indicando a possibilidade iminente de um novo pico de infecções. De acordo com Lívia Carla Vinhal, coordenadora-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, o aumento de casos de dengue e chikungunya no Brasil é influenciado por diversos fatores. Entre eles, destacam-se as elevadas temperaturas, que ampliam a taxa de replicação do vírus no vetor, o ressurgimento recente dos sorotipos 3 e 4 do vírus da dengue no país, e o período de incubação do mosquito.
Os adolescentes de 10 a 14 anos, estão é o grupo com maior incidência de internações devido à doença, serão o principal alvo da vacinação com a Qdenga (TAK-003). Este imunizante contra a dengue foi desenvolvido pelo laboratório japonês Takeda Pharma. De acordo com a ministra da saúde, Nísia Trindade, a aplicação da vacina está programada para iniciar em fevereiro deste ano. A iniciativa abrangerá não apenas os municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes, mas também aqueles classificados como de alta transmissão do tipo 2 da dengue, bem como as designadas "regiões de saúde".
Vacina da Dengue
A Qdenga (TAK-003) é uma vacina contra a dengue desenvolvida pela Takeda Pharma, um laboratório japonês. O registro do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023, e o Brasil se torna o primeiro país no mundo a incluir um imunizante contra a dengue a um sistema público de saúde, em programa nacional. No Brasil, a vacina foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Composto por vírus vivos atenuados da dengue, a vacina estimula respostas imunológicas contra os quatro sorotipos do vírus. A administração da Qdenga ocorre em duas doses, com um intervalo de três meses entre cada aplicação.
Impactos na Saúde
A dengue é causada pela transmissão do vírus através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado, e existem quatro sorotipos diferentes do vírus, todos capazes de provocar diferentes manifestações da doença. Embora pessoas de todas as faixas etárias possam ser afetadas, indivíduos mais idosos e aqueles com condições crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, enfrentam um maior risco de desenvolver casos graves e complicações que podem levar à morte.
Os sintomas principais incluem febre elevada (superior a 38°C), dores no corpo e nas articulações, desconforto, falta de apetite, dor nos olhos, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. A forma mais severa da doença se caracteriza por dor abdominal intensa e persistente, náuseas, vômitos persistentes e sangramento nas mucosas. A dengue hemorrágica, a variante mais grave, é mais frequente em casos de segunda infecção pelo vírus. Diante da manifestação dos sintomas, é crucial buscar atendimento médico para diagnóstico e tratamento.
A prevenção da dengue é fundamental e está diretamente relacionada à eliminação de locais propícios à reprodução do mosquito transmissor. Evitar o acúmulo de água parada é crucial, pois o mosquito pode utilizar desde grandes reservatórios, como caixas d'água e piscinas, até pequenos recipientes, como tampas de garrafa e vasos de plantas, como criadouros.




























