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Exercício: Um impulsionador cognitivo para o cérebro? Descubra como ele afeta o nossa saúde mental

10 de jul. de 2023
3 min de leitura
O exercício físico regular não apenas contribui para a saúde física, mas também possui um papel importante na saúde mental e cognitiva. Além de melhorar o humor, reduzir a depressão e a ansiedade, o exercício melhora a clareza mental, concentração, memória e aprendizado.

Estudos estabelecem uma influência entre o exercício e as pontuações em testes cognitivos - Foto Reprodução/Internet



O exercício físico é frequentemente associado a benefícios para a saúde física, como o fortalecimento muscular, a perda de peso e a melhoria da saúde cardiovascular e têm demonstrado consistentemente que a prática regular de exercícios estimula a produção de substâncias químicas no cérebro que promovem a sensação de bem-estar, como endorfinas e serotonina. Essas substâncias ajudam a reduzir os sintomas da depressão e da ansiedade, além de aumentar a autoestima e melhorar o humor.


Além disso, o exercício físico melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que aumenta o suprimento de oxigênio e nutrientes, essenciais para o funcionamento adequado do órgão. Isso pode levar a um aumento da clareza mental, melhoria da concentração, aumento da memória e do aprendizado. No entanto, pesquisas recentes mostram que o exercício também exerce um impacto positivo na saúde mental e cognitiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dedicar cerca de 2 horas por semana a atividades moderadas ou 75 minutos a atividades vigorosas pode contribuir para o aprimoramento das habilidades cognitivas, como pensamento e memória. No entanto, uma pesquisa recente revela uma visão mais complexa da situação.


Estudo


Vários estudos estabelecem uma influência entre o exercício relatado pelos participantes e as pontuações em testes cognitivos, ou observam os efeitos da randomização dos participantes em grupos que se exercitam ou permanecem sedentários. Essas pesquisas geralmente concluem que quanto mais atividade física uma pessoa realiza, melhor é sua cognição. Essa descoberta se aplica tanto a pessoas saudáveis ​​quanto a sobreviventes de derrame e indivíduos com outras condições neurológicas, como a doença de Alzheimer.


Um estudo recente realizado no início deste ano e publicado na revista científica Scientific Reports, utilizou informações genéticas para investigar os efeitos do exercício. Sob a liderança do cientista esportivo Boris Cheval, da Universidade de Genebra, uma equipe reuniu aproximadamente 350.000 indivíduos no Reino Unido, classificando-os com base em variantes genéticas associadas a níveis mais altos ou mais baixos de atividade física. Os pesquisadores concluíram que aqueles com uma predisposição genética aparente para serem mais ativos também apresentam melhor desempenho em um conjunto de testes cognitivos.


Outros estudos vêm sendo realizados sobre o declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento. Um deles foi publicado em fevereiro deste ano no Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry. Na pesquisa os cientistas acompanharam mais de 1.400 indivíduos ao longo de 30 anos e revelou que uma maior atividade física estava associada a um melhor desempenho cognitivo aos 69 anos de idade. Já outros estudos indicam que a quantidade de exercício também é um fator importante. Um estudo randomizado, publicado em janeiro na revista médica Alzheimer's Research & Therapy, mostrou que apenas os adultos mais velhos que aumentaram sua atividade física em pelo menos 35% experimentaram melhorias na cognição.


Segundo um estudo estudo publicado na revista médica "Psychiatry Research" mostrou que praticar exercícios aeróbicos regularmente pode ajudar a prevenir ou diminuir o declínio cognitivo relacionado à idade e uma outra pesquisa realizada pela Universidade de Illinois descobriu que apenas 20 minutos de exercício aeróbico podem melhorar a capacidade de processamento cognitivo.


O exercício físico


O exercício físico também pode ajudar a reduzir o estresse, um dos principais fatores que afetam a saúde mental. Durante a prática de atividade física, o corpo libera hormônios do estresse, como o cortisol, que são responsáveis pela resposta ao estresse. Ao exercitar-se regularmente, esses níveis hormonais tendem a diminuir, resultando em uma sensação de relaxamento e bem-estar. Para obter os benefícios cognitivos do exercício, não é necessário realizar intensas sessões de treinamento. Estudos mostram que mesmo exercícios de baixa a moderada intensidade podem melhorar o desempenho cognitivo. Isso significa que uma caminhada diária, aulas de dança ou até mesmo jardinagem podem trazer melhorias significativas para a saúde mental.


No entanto, é importante ressaltar que o exercício físico por si só não é uma solução completa para todos os problemas de saúde mental. Caso esteja enfrentando problemas graves como depressão ou ansiedade crônica, é essencial procurar a ajuda de um profissional de saúde mental.


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