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Ex-chefe de segurança que denunciou o Twitter por práticas, participará de audiência em setembro

25 de ago. de 2022
2 min de leitura

Um ex-chefe de segurança do Twitter, Peiter Zatko, acusou a empresa de ter enganado usuários e órgãos reguladores federais dos EUA sobre falhas em sua segurança de suas defesas contra hackers e contas de spam, e assim, subestimando a quantidade de contas falsas existentes na plataforma. As denúncias foram divulgadas na terça-feira (23), pelo jornal CNN e The Washington Post, revelando que o ex-funcionário, que exercia uma posição privilegiada, na qual efetuava avaliações de segurança do Twitter enquanto liderava a área. Ainda de acordo com Zatko, a plataforma não estimula o combate aos bots (contas de robôs para spam), e não possui ferramentas necessárias para avaliar impacto das contas fakes, na rede social.


Na quarta-feira (24), foi informado que o Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos, realizará uma audiência no dia 13 de setembro com o ex-chefe de segurança, para discutir sobre essas denúncias. De acordo com documentos de 84 páginas, retransmitidos por investigadores do Congresso, Zatko, um hacker também conhecido como "Mudge", fez várias alegações, afirmando que a empresa priorizou o crescimento de usuários em vez de reduzir as contas de spam. Os executivos da empresa podiam ganhar bônus individuais de até 10 milhões de dólares, vinculados a aumentos diários de usuários, porém nada era feito explicitamente para combater spam.


As delações de Zatko, podem afetar a batalha judicial travada entre o Twitter e o bilionário Elon Musk, iniciada pela a empresa logo após Musk anunciar em julho deste ano o cancelamento do acordo no valor de US$ 44 bilhões, para aquisição da rede social. Desde então o Twitter vem contestando o empresário judicialmente, alegando que a rompimento do acordo seria ilegal, que ele nunca teve a intenção de comprar, fazendo assim que se tornasse um "espetáculo público e como consequência acabou prejudicando as operações da empresa. Segundo os documentos enviados por Musk à SEC, órgão de negócios dos Estados Unidos, o principal motivo que levou ele a cancelar o negócio, é exatamente a questão dos bots e contas falsas na plataforma, no entanto um relatório apresentado pelo do Twitter, apontava que apenas 5% dos perfis da rede social são falsos, dados contestados por uma equipe do bilionário, que depois uma análise, informou que ao que tudo indica o número é maior.


Antes das revelações do ex-chefe de segurança virem à público, o Twitter, tinha uma base legal mais forte sobre o impasse da compra da plataforma, argumentando que Musk, tinha poucas evidências para sustentar as afirmações relacionadas aos bots, porém com o surgimento das denúncias feitas por Zatko, faça com que o processo judicial, venha ser favorável ao empresário. "As deturpações feitas pelo Twitter são especialmente impactantes, uma vez que estão diretamente em questão na aquisição da empresa por Elon Musk", afirmou o ex-chefe de segurança. A plataforma disse que as alegações de Zatko são infundadas e informou que ele foi demitido em janeiro, por uma liderança ineficaz e desempenho ruim.


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