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EUA mobiliza 200 caças em operação inédita de 24 Horas contra ameaça da Coreia do Norte

20 de ago. de 2024
3 min de leitura

Os treinos são uma parte dos exercícios anuais Ulchi Freedom Shield, que visam aprimorar a prontidão conjunta das forças armadas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.


Soldados participam de exercício em Seul nesta terça-feira (20) - Foto Reprodução / Reuters / Kim Soo-hyeon





Em uma ação inédita, os Estados Unidos e a Coreia do Sul mobilizaram 200 caças em uma operação contínua de 24 horas por cinco dias nesta semana, em resposta a uma potencial ameaça da Coreia do Norte. Segundo anunciado pela Força Aérea da Coreia do Sul nesta terça-feira (20), a ação, que será o maior exercício conjunto já realizado entre os dois países. Os treinamentos, que ocorrerão no espaço aéreo da Coreia do Sul, também incluirão manobras e simulações em terra, com o objetivo de enfrentar a "ameaça da Coreia do Norte", conforme informado pelas forças sul-coreanas.


Detalhes da Mobilização


As manobras fazem parte dos exercícios anuais Ulchi Freedom Shield, realizados entre os dois países, e começaram na segunda-feira com simulações de resposta a ataques terroristas. O exercício deste ano combinará simulações por computador, focadas em aumentar a prontidão contra ameaças como mísseis, interferências de GPS e ataques cibernéticos, com manobras de campo e exercícios de tiro real, que serão realizados simultaneamente.


Aeronaves sul-coreanas, que inicialmente realizavam patrulhas defensivas, estão sendo direcionadas para cenários de combate aéreo simulados. Esses exercícios incluem a interdição de aeronaves inimigas e a defesa contra mísseis de cruzeiro. Além disso, os Estados Unidos enviaram dois tipos de caças para a Coreia do Sul para participar das manobras, de acordo com a Força Aérea. Os EUA mantêm 28.500 soldados na Coreia do Sul para a defesa conjunta contra a Coreia do Norte, que possui armas nucleares.


Ameaça nuclear


A escalada de tensão na Península Coreana não é um fenômeno recente e está amplamente associada aos repetidos testes de mísseis realizados pela Coreia do Norte. Esses testes levaram os EUA e seus aliados a promover manobras militares com o objetivo de intimidar o regime comunista e conter sua agressividade. Em dezembro, a ONU emitiu um alerta à Coreia do Norte após o lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM) Hwasong-18, que percorreu cerca de mil quilômetros e alcançou uma altitude de 6.500 quilômetros antes de cair no mar.


No mesmo período, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) relatou o aumento da atividade em um reator nuclear no complexo de Yongbyon, indicando que o país pode estar buscando produzir mais plutônio para suas armas nucleares. A AIEA expressou preocupação com a situação e observou que o desenvolvimento do programa nuclear norte-coreano constitui uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e é profundamente lamentável.


Coreia do Norte


A Coreia do Norte ainda não se pronunciou sobre a dimensão das manobras em curso. No entanto, costuma criticar os exercícios anuais Ulchi Freedom Shield, que começaram na segunda-feira e vão até 29 de agosto, alegando que eles intensificam as tensões na península coreana e os rotulando como ensaios para uma guerra nuclear. Esses exercícios ocorrem também após uma recente onda de "guerra de balões" entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Em resposta aos ativistas de Seul, que têm enviado balões para o território norte-coreano com panfletos críticos ao regime de Kim Jong-un, pen-drives com k-pop e até notas de dólar, Pyongyang tem retaliado com balões carregados de lixo e fezes.


Apesar dos esforços para modernizar sua frota aérea, Pyongyang enfrenta dificuldades para incorporar novas aeronaves e continua dependendo de caças obsoletos, incluindo alguns antigos MiGs soviéticos da década de 1950. Por outro lado, o governo norte-coreano tem ampliado sua capacidade de guerra tática com mísseis de curto alcance e artilharia pesada, visando a Coreia do Sul, além de ter feito avanços significativos nos programas nucleares e de mísseis balísticos de longo alcance.

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