google-site-verification=f-pSFHokuJvE9Ku_wLHBLw1IkvrhWWZBLp6RQ5OyjPA
top of page

EUA impõem sanções a juízes e aliados de Maduro e chamam eleição na Venezuela de 'Fraude Eleitoral'

12 de set. de 2024
3 min de leitura

Entre os sancionados pelo Departamento do Tesouro estão membros do Supremo Tribunal e do conselho eleitoral, acusados ​​de bloquear um "processo eleitoral transparente".


A juíza Caryslia Rodríguez (centro), presidente do Tribunal Supremo da Venezuela, foi uma das sancionadas. - Foto Reprodução / Leonardo Fernandez Viloria / Reuters





Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro ao impor avaliações, nesta quinta-feira (12), a 16 membros do governo venezuelano e do Judiciário próximos ao líder, em resposta ao que Washington classificou como uma “fraude eleitoral” nas recentes eleições no país. Essas análises foram as primeiras desde as eleições de junho. Entre os sancionados está Caryslia Rodríguez, presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, que anunciou a decisão da Corte de reconhecer a vitória de Maduro, declarando a inexistência de fraude eleitoral e determinando que as atas eleitorais e boletins de urna não sejam divulgados. Em um comunicado, a Venezuela declarou que “repudia veementemente as sanções”.


Sanções direcionadas a juízes e aliados do regime


Além de Rodríguez, também foram sancionados os juízes Inocencio Figueroa, Malaquias Gil, Juan Carlos Hidalgo, Fanny Beatriz Marquez e Edward Miguel Briceno, além dos promotores que Washington acusa de envolvimento no resultado “ilegítimo e fraudulento” das eleições. De acordo com Wally Adeyemo, secretário-adjunto do Tesouro dos EUA, os Estados Unidos estão adotando medidas rigorosas contra Maduro e seus representantes devido à repressão ao povo venezuelano e à negação dos direitos dos cidadãos a uma eleição livre e justa.


O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos está direcionando sua atenção para as autoridades principalmente envolvidas nas denúncias de fraude eleitoral e na repressão severa à liberdade de expressão após as eleições, enquanto uma vasta maioria dos venezuelanos clama por mudanças. O governo Biden-Harris continuará a usar suas ferramentas para responsabilizar Nicolás Maduro e seus aliados, além de apoiar as aspirações democráticas do povo venezuelano.


O órgão americano informou que os indivíduos sancionados enfrentarão restrições para obter visto e entrar no país. Desde 2017, mais de 2.000 venezuelanos, incluindo Maduro e Elvis Amoroso, presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), já foram alvo de avaliação dos EUA.


Reação dos EUA às eleições na Venezuela


Em julho, após as eleições, a Justiça Eleitoral do país declarou Maduro vitorioso, mas não tornou públicas as atas eleitorais, que registram os votos e resultados em cada local de votação. A oposição alega ter vencido com base em uma apuração das atas às que o grupo alega ter tido acesso através de representantes enviados às seções eleitorais no dia do pleito. Em agosto, a Organização dos Estados Americanos (OEA) não reconheceu o resultado das eleições e divulgou um relatório de observadores apontando acusações de manipulação por parte do governo de Maduro.


Na mesma ocasião, um grupo composto pelos Estados Unidos, União Europeia e mais 21 países divulgou uma declaração conjunta solicitando ao Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela a publicação das atas eleitorais. As novas avaliações foram impostas poucos dias após González ter sido solicitado a deixar a Venezuela sob ameaça de prisão pelo regime. Em uma declaração feita na quinta-feira, González afirmou que seu compromisso com o mandato recebido do povo soberano da Venezuela é irrevogável e que a luta continuará até o fim.


Resposta Venezuelana


Em resposta, o Governo da Venezuela emitiu um comunicado no qual rejeitou "nos termos mais enérgicos" as avaliações anunciadas pelos EUA. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela declarou que o país condena, de maneira veemente, o novo ato de agressão perpetrado pelo governo dos Estados Unidos contra a Venezuela. O comunicado descreve a ação como um ato grosseiro que visa alinhar-se com uma classe política que tem usado práticas fascistas e violentas na tentativa, sem sucesso, de derrubar a democracia bolivariana.

  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • LinkedIn
  • Telegram

Acompanhem em Nossas Redes 

©2021 - 2025 por civitas 360 News - Portal D&A News - todos os direitos reservados 

bottom of page