Espanha conquista o primeiro título e faz história ao vencer Inglaterra na Copa do Mundo Feminina
A equipe feminina da Espanha demonstrou astúcia e uma abordagem tática brilhante para derrotar a seleção inglesa por 1 a 0, com um gol marcado por Carmona durante o primeiro tempo. Este é o primeiro título da Copa do Mundo conquistado pela Seleção Feminina da Espanha.
A espanhola Olga Carmona comemora o gol da vitória na Copa do Mundo de 2023 - Foto Reprodução/ Reuters
A Espanha escreveu um capítulo duradouro na história do futebol feminino ao conquistar seu primeiro título da Copa do Mundo. Em uma partida emocionante e altamente competitiva, a seleção espanhola derrotou a Inglaterra por 1 a 0 na final da Copa do Mundo Feminina, deixando uma marca indelével no esporte e inspirando uma geração de jovens atletas.
O Caminho Para a Glória
A trajetória da Espanha rumo à conquista da Copa do Mundo Feminina de 2023 foi marcada por desafios e momentos emocionantes. O time espanhol resistiu a dificuldades, incluindo uma crise interna e o boicote de alguns jogadores, antes de erguer a taça no campeonato mundial. No total, 12 atletas optaram por não representar a seleção nacional devido à permanência do técnico Jorge Vilda. Desde as eliminatórias até a semifinal, elas passaram por fortes adversários, como Holanda e Suécia, antes de chegar à final contra a Inglaterra. Ao todo foram com cinco vitórias e uma derrota:
3×0 Costa Rica
5×0 Zâmbia
0x4 Japão
5×1 Suíça
2×1 Holanda
2×1 Suécia
1×0 Inglaterra
ESPANHA 1X0 INGLATERRA (Final)
Jorge Vilda foi alvo de vaias durante o anúncio das escalações. O treinador espanhol tem enfrentado críticas por parte de alguns membros da equipe desde o ano passado, no entanto, a Federação Espanhola manteve o seu apoio a ele. A Espanha tornou-se a terceira equipe europeia a conquistar o título mundial, juntando-se à Noruega (1995) e à Alemanha (2003 e 2007).
A Final
A final da Copa do Mundo Feminina de 2023, foi realizada na manhã deste domingo (20), no estádio olímpico Accor Stadium, em Sydney, Austrália, lotado com torcedores de ambos os lados apoiando suas equipes. A final contou com quase 76 mil pessoas nas arquibancadas, sendo que a maioria de ingleses, mas a festa foi dos espanhóis.
A Inglaterra, uma equipe respeitada e com uma rica história no futebol, entrou em campo como favorita, mas a Espanha estava determinada a fazer história. O início da final teve um ritmo acelerado, com a bola batendo na trave e uma defesa incrível de Earps. A Espanha demonstrou um grande controle de posse de bola, com 65% de posse e 5 finalizações contra 3, sempre tentando explorar a velocidade de Paralluelo e Redondo pelas laterais. No entanto, a melhor chance da Espanha foi frustrada pela incrível habilidade da melhor goleira do mundo. Por outro lado, a Inglaterra apresentou jogadas mais sofisticadas, encontrando maneiras de superar a forte marcação espanhola. No entanto, a melhor oportunidade de gol bateu na trave.
A partida foi interrompida devido a uma invasão de campo. Aos 24 minutos do primeiro tempo, enquanto a Inglaterra se preparava para uma cobrança de falta, um torcedor, usando uma máscara e uma camiseta com críticas ao presidente russo Vladimir Putin, invadiu o campo, chegando perto da entrada da grande área. No entanto, os seguranças agiram rapidamente e o detiveram. Minutos depois a Espanha marcou o primeiro gol, com a capitã Carmona finalizando de forma cruzada e abrindo o placar em Sydney. Com a vantagem, a equipe espanhola começou a trocar passes e buscar uma abordagem mais lenta do jogo. Quando não tinha posse de bola, optou por uma marcação firme para conter a Inglaterra, que estava desorganizada.
Inglaterra iniciou o segundo tempo com James e Kelly, buscando pressionar a Espanha, mas teve problemas com sua precisão nas finalizações. As jogadoras britânicas dominaram a posse de bola e encontraram brechas, especialmente nas laterais do campo. No entanto, faltou serenidade na hora de concluir e igualar o placar. Por outro lado, a Espanha não abdicou do ataque e viu Mary Earps manter a vantagem mínima intacta. Earps brilhou ao defender um pênalti, mantendo as esperanças da Inglaterra vivas no jogo.
Posteriormente, houve uma demora considerável quando o VAR recomendou uma revisão por um possível toque de mão de Walsh. A árbitra assinalou o pênalti, Hermoso se preparou para a cobrança e a goleira inglesa, mostrando por que é considerado o melhor do mundo, assegurou que a Inglaterra continuasse na partida. A Espanha resistiu à pressão da equipe inglesa durante 13 minutos de acréscimo e finalmente pôde comemorar o título.
As jogadoras espanholas mostraram grande habilidade ao manter a posse de bola e utilizaram substituições estratégicas para controlar o tempo. Nos acréscimos houve demora na marcação de um pênalti e atendimento médico a Greenwood, que sofreu um corte na cabeça após um choque com Paralluelo.




























