Entenda o motivo por trás da solicitação do filho de Gal Costa para exumar e transladar os restos mortais da cantora para o Rio de Janeiro
Na petição, Gabriel solicita a transferência dos restos mortais de Gal Costa de São Paulo para o Rio de Janeiro, para que a cantora seja sepultada ao lado de sua própria mãe. Foi adquirido um jazigo perpétuo especialmente para receber os corpos de ambas, com o intuito de descansarem eternamente juntas.
O jovem de 18 anos, entrou na Justiça para que o corpo da mãe seja exumado e necropsiado para definir a causa de sua morte - Foto Reprodução
Gabriel Costa, filho de Gal Costa, entrou com um pedido na Justiça de São Paulo para obter autorização para a exumação e necropsia do corpo de sua mãe. Na petição apresentada na quinta-feira (14), ele também solicitou a transferência dos restos mortais da cantora para um cemitério no Rio de Janeiro, uma vez que ela foi sepultada na capital paulista. Segundo a certidão de óbito, Gal faleceu aos 77 anos em novembro de 2022, vítima de um infarto agudo do miocárdio. O documento também indica uma neoplasia maligna (câncer) de cabeça e pescoço como uma das causas do falecimento.
Exumação
Gabriel está questionando a informação contida na certidão de óbito de sua mãe e agora está buscando uma perícia judicial pós-exumação para determinar a verdadeira causa de sua morte. Ele afirma que, um dia antes do falecimento, sua mãe aparentemente estava bem de saúde. A situação é tão misteriosa que Gabriel, que é filho único e herdeiro de Gal, se pergunta como sua mãe veio a falecer repentinamente, sem testemunhas que possam descrever como e por que isso aconteceu. A defesa ressalta que não há explicações para essa situação.
A Suspeita
De acordo com o advogado de Gabriel, Gal teve uma "morte natural por causa desconhecida" e não um infarto agudo do miocárdio, como inicialmente afirmado. O advogado alega que no momento da morte não havia nenhum médico presente que pudesse determinar a verdadeira causa do óbito. A petição também menciona que a viúva de Gal, Wilma Petrillo, proibiu qualquer autópsia que pudesse fornecer mais informações e determinou imediatamente o sepultamento em um jazigo particular, com acesso restrito. Essa questão tem preocupado tanto o filho de Gal quanto os amigos próximos da cantora, que têm buscado incansavelmente por uma investigação sobre a causa da morte.
Transferência dos Restos Mortais
Gabriel solicitou a transferência do corpo de sua mãe de São Paulo para o Rio de Janeiro. Ele alega que Gal foi enterrada no Cemitério da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, na Consolação, por decisão de Wilma Petrillo. No entanto, Gabriel afirma que Gal expressou claramente o desejo de ser sepultada no Cemitério São João Batista, na capital fluminense, onde estão enterrados a mãe da cantora e outros renomados artistas brasileiros, como Ademilde Fonseca, Carmem Miranda e Cazuza. O requerente considera injusto e ilegal que sua mãe esteja separada de sua família e espera que, no futuro, possa repousar ao lado dela e de sua avó materna, Mariah Costa Penna, no Cemitério São João Batista, na cidade do Rio de Janeiro.
Coação
Gabriel também recorreu ao sistema judiciário para solicitar a anulação de um documento assinado por ele mesmo, no qual afirmava que Wilma Petrillo, viúva da cantora, vivia em uma relação de casamento com Gal, porém em uma recente declaração, Gabriel afirmou que considerava Wilma como sua mãe. Essa declaração foi crucial para que o tribunal reconhecesse a união estável entre Wilma e Gal, conferindo a ela o status de herdeira. No entanto, Gabriel afirma que ele apenas escreveu e assinou a carta sob coação de Wilma. Além disso, ele alega que temia por sua segurança física e emocional na época, já que morava na mesma casa que a viúva. Gabriel afirma que as coações começaram após a morte de Gal.
Ele alega que foi coagido por Wilma a tomar remédios controlados, o que causou um grande impacto psicológico e redução significativa de sua capacidade cognitiva. Segundo ele, Wilma o ameaçava dizendo que ele deveria se submeter a ela, alegando que a Justiça havia concedido a guarda dele para ela até os 21 anos. Além disso, a viúva teria tentado convencer Gabriel a assinar um documento de confissão de dívida, alegando que tinha direito sobre 75% dos bens de Gal. Gabriel afirma que, por bondade, decidiu dividir os bens igualmente, 50% para Wilma e 50% para ele. No entanto, Wilma o pressionou emocionalmente, dizendo que se ele não assinasse a declaração, eles não receberiam o dinheiro e passariam fome, argumentando que ele não poderia fazer isso com ela.
Gabriel menciona que, desde sua infância, nunca percebeu sinais de que sua mãe e Wilma tivessem um relacionamento como casal, embora ele não descarte a possibilidade de que elas possam ter tido um envolvimento amoroso antes de sua adoção. Ele afirma que considera Wilma sua madrinha e que tem uma grande estima e consideração por ela, mesmo tendo consciência da manipulação psicológica e coação que ocorreram durante os eventos passados.
O Que Deve Acontecer?
De acordo com o juiz da 12ª Vara da Família e Sucessões da capital, Gabriel precisa entrar com uma ação separada e não reconheceu o pedido feito no contexto do inventário. Wilma solicitou a abertura do inventário e o reconhecimento da união estável pós-morte em janeiro de 2023, dois meses após a morte de Gal. Ela afirma que as duas conviveram por aproximadamente 20 anos.




























