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Elon Musk, desiste da compra da rede social twitter, confira 10 detalhes cronológico até o anúncio

9 de jul. de 2022
3 min de leitura

Fundada em 2006, o twitter, além de uma rede social é também um serviço de microblog, com atualmente mais de 215 milhões de usuários em todo o mundo, que permite aos usuários enviar e receber atualizações pessoais de outros contatos, por meio do website do serviço, por SMS e por softwares específicos de gerenciamento e devido ao grande poder da plataforma no mercado tecnológico, o empresário Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, se tornou também acionista da empresa. Confira os 10 principais momentos da negociação:


1. De acordo com os documentos divulgados, Musk, adquiriu 9,2% das ações da rede social no dia 14 de março deste ano, porém a compra só foi comunicada em 4 de abril, sendo informado que ele havia se tornado o maior acionista individual da empresa.


2. Segundo documentos revelados pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), no dia 5 de abril, o empresário havia sido apontado como o novo membro do conselho de diretores do Twitter, porém em 11 de abril, mesmo sendo aprovado para o conselho, ele desistiu de ingressar como membro do conselho.


3. No dia 14 de abril, o executivo por meio de seu perfil no seu Twitter, revelou que fez uma oferta para compra da empresa, logo sendo informado pela imprensa detalhes da negociação, no qual dizia que além da aquisição integral e fechar seu capital da empresa, o valor da proposta feita por ele de cerca de US$ 43,4 bilhões (R$ 197 bilhões), mas no mesmo dia, durante uma entrevista em um evento TED sigla para “technology, entertainment and design” (tecnologia, entretenimento e design), Musk, afirmou ter um plano B para caso a sua oferta de compra do Twitter não dê certo, no entanto, se recusou a entrar em detalhes.


4. Em 21 de abril, o executivo contou que havia feito três tentativas frustradas de conseguir financiamento para comprar a rede social, porém afirmou que já tinha US$ 46,5 bilhões para concluir a aquisição. Em documento enviado à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), Musk afirmou ter em mãos cartas de compromisso para o financiamento do negócio e descreveu que levantou US$ 25,5 bilhões em empréstimos com um grupo de bancos liderado pelo Morgan Stanley. Inclusive, um dos financiamentos, de US$ 12,5 bilhões, tem ações da sua fabricante de carros elétricos como garantia e que colocaria US$ 21 bilhões de sua fortuna pessoal na operação.


5. A rede social anunciou no dia 25 de abril um acordo com o bilionário. Ele pagaria cerca de US$ 44 bilhões, valor que no mesmo dia ele divulgou que já tinha disponível para fechar a negociação, mas que ainda estava sujeita à aprovação dos acionistas, ao sinal verde das autoridades regulatórias e ao cumprimento de outras condições habituais.


6. No dia 6 de maio, Musk e Twitter foram processados por um fundo de pensão da Flórida, sob a lei de Delaware, proibindo fusão rápida entre as partes, devido Musk ter acordos com outros grandes acionistas do Twitter, incluindo seu consultor financeiro Morgan Stanley e o fundador do microblog Jack Dorsey, inviabilizando a compra da empresa de mídia social.


7. Elon Musk, no dia 13 maio, anunciou que estava suspendendo sua oferta de aquisição da empresa e através de uma publicação em seu Twitter, contou que antes de avançar com o acordo, aguarda a entrega de cálculos detalhados de que as contas falsas e spams na rede social representam menos de 5% dos usuários da plataforma.


8. Em 27 de maio, um acionista do Twitter, processou Elon Musk, por manipular o mercado para ter uma escapatória de sua oferta de US$ 44 bilhões ou espaço para negociar um desconto, de acordo com ação judicial, o empresário fez declarações destinadas a criar dúvidas sobre o negócio.


9. Em documento publicado no dia 21 junho, pelo Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, o conselho administrativo do Twitter formalizou aos acionistas um pedido de aprovação da proposta de compra da empresa feita em abril.


10. Por fim, na sexta-feira (08), os advogados de Musk enviou um documento ao SEC, no qual anunciava que estava desistindo do acordo de compra do Twitter, em alegando violação de várias disposições do acordo principal era que a empresa falhou ou se recusou a responder os diversos pedidos feitos pelo executivo da tesla e spacEx, solicitando informações sobre contas falsas ou spam na plataforma, fundamental para o desempenho dos negócios da empresa. Como consequência, as ações da rede social caíram 6% em negociações nos mercados de valores.



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