google-site-verification=f-pSFHokuJvE9Ku_wLHBLw1IkvrhWWZBLp6RQ5OyjPA
top of page

Desemprego em Ascensão: Oito Estados Brasileiros Registraram Aumento no Primeiro Trimestre de 2024, Revela IBGE

17 de mai. de 2024
3 min de leitura

Comparando com o primeiro trimestre de 2023, nove estados registraram quedas, enquanto nenhum deles apresentou um aumento estatisticamente significativo. A taxa de desemprego no Brasil permanece em 7,9%.


Carteira de trabalho - Foto Reprodução/Shutterstock





O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (17) dados sobre o desemprego no Brasil, especialmente no primeiro trimestre de 2024. De acordo com o levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, oito estados brasileiros das 27 unidades da federação (UFs) testemunharam um aumento significativo nas taxas de desemprego, evidenciando desafios persistentes para a economia nacional. Os números são em relação ao quarto trimestre de 2023.


Levantamento


Os estados de Acre, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo estão na lista de regiões com aumento. Apenas no Amapá houve uma redução na taxa de desocupação. Nas outras 18 unidades federativas, a situação permaneceu estável em comparação com o período imediatamente anterior.


Taxa de desocupação, por UF, frente ao trimestre anterior (%) - 1° trimestre de 2024

Taxa de desocupação, por UF, frente ao trimestre anterior (%) - 1° trimestre de 2024 - Foto Reprodução/IBGE




Comparado com o primeiro trimestre de 2023, houve quedas em nove unidades federativas, sem aumentos estatisticamente significativos em nenhuma delas. Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Sergipe, Pernambuco, Maranhão, Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e Espírito Santo registraram quedas em relação a 2023. As demais unidades federativas permaneceram estáveis. Isso indica que, na comparação de curto prazo, há influência dos padrões sazonais. No entanto, a trajetória de queda anual, que já vem sendo observada em outros trimestres, se manteve, analisa Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostras de Domicílios do IBGE.


De acordo com o IBGE, o aumento da taxa de desocupação no primeiro trimestre de 2024 não comprometeu a maioria dos indicadores do mercado de trabalho em comparação com o ano anterior. No final do primeiro trimestre, as maiores taxas de desocupação foram registradas na Bahia (14,0%), Pernambuco (12,4%) e Amapá (10,9%). Já as menores taxas foram observadas em Rondônia (3,7%), Mato Grosso (3,7%) e Santa Catarina (3,8%).


Grandes Regiões


Nas principais regiões, a variação da taxa de desemprego foi a seguinte:


  • Norte: estabilidade, de 7,7% para 8,2%;

  • Nordeste: aumento de 10,4% para 11,1%;

  • Centro-Oeste: estabilidade, de 5,8% para 6,1%;

  • Sudeste: alta de 7,1% para 7,6%;

  • Sul: alta de 4,5% para 4,9%.


Taxa de Desemprego


O Brasil fechou o trimestre encerrado em março com uma taxa de desemprego de 7,9%. Comparado ao trimestre anterior, que terminou em dezembro, houve um aumento de 0,5 ponto percentual na desocupação, que estava em 7,4%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8,8%. Apesar do aumento, o resultado do primeiro trimestre foi o melhor para o período desde 2014, quando a taxa era de 7,2%. Com esses resultados, o número absoluto de desocupados cresceu 6,7% em relação ao trimestre anterior, atingindo 8,6 milhões de pessoas. Em comparação anual, houve uma queda de 8,6%.


No primeiro trimestre de 2024, a população ocupada diminuiu 0,8%, totalizando 100,2 milhões de pessoas. No entanto, em comparação anual, houve um aumento de 2,4%, com 2,4 milhões a mais de pessoas ocupadas. Na segmentação por gênero, as mulheres continuam a apresentar uma taxa de desemprego mais elevada do que os homens.


  • Taxa de desocupação de mulheres: 9,8%;

  • Taxa de desocupação de homens: 6,5%.


A distribuição da desocupação por gênero nas grandes regiões segue a média geral. No Nordeste, a taxa de desemprego entre mulheres atinge 14%, enquanto no Sul, a situação é mais favorável, com apenas 6%. Em relação à raça, pretos e pardos continuam enfrentando taxas mais elevadas de desemprego. Além disso, no último trimestre, as taxas de desemprego aumentaram em todas as regiões.


  • Brancos: 5,9% para 6,2%;

  • Pretos: 8,9% para 9,7%;

  • Pardos: 8,5% para 9,1%.


Taxa de Rendimentos


No trimestre anterior, o rendimento real habitual subiu 1,5%, atingindo R$ 3.123. No acumulado do ano, o crescimento foi de 4%. Analisando por gênero, os homens alcançaram uma renda média real de R$ 3.323, enquanto as mulheres ficaram com uma média de R$ 2.639. Em relação aos estados, apenas três apresentaram aumento no rendimento médio real no trimestre: Bahia (5,6%), Espírito Santo (4,9%) e Paraná (3,9%). Os demais permaneceram estáveis. Comparado ao mesmo período de 2023, cinco estados registraram alta: Rio Grande do Norte (11,8%), Pará (8,7%), Mato Grosso (6,9%), Paraná (6,6%) e São Paulo (5,5%), enquanto os demais mantiveram-se estáveis.

  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • LinkedIn
  • Telegram

Acompanhem em Nossas Redes 

©2021 - 2025 por civitas 360 News - Portal D&A News - todos os direitos reservados 

bottom of page