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Cúpula do G7 impõe novas sanções à 'Máquina de Guerra' da Rússia

19 de mai. de 2023
3 min de leitura
Antes da chegada pessoal do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, os líderes do G7 concordaram em impor sanções com o objetivo de enfraquecer o aparato militar russo, privando-o de recursos essenciais.

O encontro do G7 este ano é realizado no japão - Foto Reprodução / Michael Kappeler/dpa/picture Alliance



O G7, grupo formado pelas sete principais economias do mundo, anunciou nesta sexta-feira (19) que impôs novas sanções contra o que eles chamaram de “Máquina de Guerra” da Rússia. A reunião anual da cúpula do G7 voltou a colocar em destaque a economia militar russa como tema central. As reuniões da cúpula do G7 serão realizadas este ano em Hiroshima, no Japão, iniciando nesta sexta-feira e prosseguindo até domingo (21).


O encontro do G7 é composto pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. Devido às incursões ao país vizinho, a Rússia foi excluída do grupo ao qual pertencia. Este ano, o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foram convidados para participar. Lula já chegou ao Japão para o evento.


O anúncio


Em um comunicado oficial, as nações declararam que seu objetivo com o recente conjunto de restrições econômicas e comerciais é "restringir o acesso da Rússia a tecnologia, equipamentos industriais e serviços provenientes do G7, os quais têm apoiado suas atividades militares na Ucrânia".


"Estamos impondo novas sanções e medidas para aumentar os custos para a Rússia e aqueles que estão apoiando seu esforço de guerra para matar de fome a máquina de guerra da Rússia", declarou a cúpula. Também estamos aproveitando o sucesso de nossos esforços para garantir que a Rússia não seja mais capaz de armar a disponibilidade de energia contra nós e contra o mundo", acrescentou o comunicado.

As sanções


Os líderes do G7 reiteraram seu apelo à Rússia para que retire imediatamente suas tropas da Ucrânia, ao mesmo tempo, em que se comprometeram a fornecer apoio contínuo, tanto financeiro quanto humanitário, militar e diplomático, a Kiev pelo tempo que for necessário. Além disso, o pacote de medidas inclui a implementação de restrições nas exportações de produtos considerados "críticos para a Rússia no campo de batalha", juntamente com a adoção de medidas contra entidades acusadas de transportar suprimentos em apoio a Moscou na frente de batalha.


De acordo com um funcionário não identificado dos Estados Unidos citado por vários meios de comunicação, as novas sanções incluirão aproximadamente 70 empresas da Rússia e de outros países, resultando na suspensão de suas exportações para os EUA. Além disso, os líderes do G7 têm planos de anunciar cerca de 300 sanções direcionadas a indivíduos, entidades, embarcações e aeronaves.


"Estes irão após a evasão. Estes irão para facilitadores financeiros, bem como energia futura e capacidades extrativas da Rússia e outros atores que ajudam a apoiar a guerra", acrescentou o funcionário.

Em uma publicação no Twitter, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, fez um anúncio sobre medidas restritivas, proibindo a entrada de diamantes russos e a importação de metais provenientes da Rússia, incluindo cobre, alumínio e níquel. O governo de Sunak também informou que serão alvos de sanções outros 86 indivíduos e empresas ligados ao "complexo militar-industrial" do presidente russo, Vladimir Putin, bem como aqueles envolvidos nas áreas de energia, metais e transporte marítimo. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, também disse nesta sexta-feira que o bloco quer limitar o comércio de diamantes russos.


Participação de Zelenskyy e Lula


Os presidentes Volodymyr Zelenskyy, da Ucrânia, e Luiz Inácio Lula da Silva participaram pessoalmente na cúpula do G7. O Secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Oleksiy Danilov, comunicou à mídia estatal que ocorrerão decisões de extrema importância nesse evento, ressaltando assim a absoluta necessidade da presença do nosso presidente para proteger os interesses nacionais. No entanto, o escritório de Zelenskyy ainda não emitiu nenhum anúncio formal a respeito.


Após 14 anos, o Brasil está de volta ao encontro. Durante a cúpula do G7, Lula tem uma agenda que inclui três reuniões com os líderes dos demais países presentes. A primeira sessão de trabalho aborda a colaboração para enfrentar múltiplas crises. Na segunda sessão, os esforços conjuntos são voltados para um planeta resiliente e sustentável. Já na terceira sessão, o objetivo é caminhar em direção a um mundo pacífico, estável e próspero.


Além das reuniões, Lula e os demais líderes planejam visitar o Parque Memorial da Paz de Hiroshima. Esse memorial é dedicado às aproximadamente 166 mil pessoas que, segundo estimativas oficiais, perderam suas vidas quando a cidade foi alvo da primeira bomba atômica usada em contexto de guerra, no ano de 1945.


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