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Covid-19: EUA suspendem uso de medicamento da AstraZeneca para prevenção e tratamento da doença

28 de jan. de 2023
2 min de leitura

A Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, recentemente retirou a autorização de uso emergencial do medicamento Evusheld no país. O medicamento é fabricado pela farmacêutica AstraZeneca e estava autorizado para usos na prevenção da Covid-19 em pessoas não-infectadas e que não tiveram contato prévio com o vírus.


O Evusheld é uma combinação de dois anticorpos monoclonais (cilgavimabe + tixagevimabe), que atuam ligando-se à proteína spike na superfície do vírus SARS-CoV-2, no entanto, as constantes mutações que o vírus vem sofrendo causando alterações nessa proteína, afetando a forma como os anticorpos atuam contra a doença. Já o manuseio deste medicamento se dá por meio aplicação de injeção intramuscular, com indicação especialmente para as pessoas com o sistema imunológico comprometido por conta de alguma doença ou tratamento.


De acordo com o órgão, equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, a medida foi tomada após a descoberta de evidências de que a droga não neutraliza subvariantes da ômicron, como a variante recém descoberta XBB.1.5 apelidada de variante Kraken e que atualmente já é a responsável por quase metade de todos os casos registrados nos EUA, principalmente na semana passada. Em fevereiro do ano passado, a Anvisa autorizou o uso emergencial do remédio no Brasil, como uma das medidas de prevenção da Covid-19 no país e em dezembro estendeu o uso da droga para pacientes a partir dos 12 anos que não necessitam de oxigênio suplementar e demonstrem risco aumentado de progressão para o estado grave da doença. Este medicamento é o primeiro de uso profilático contra a doença no território brasileiro.


De acordo uma nota emitida pela a AstraZeneca, a FDA informa que poderá restabelecer a autorização do uso do medicamento nos EUA se a prevalência de variantes resistentes ao tratamento diminuir para 90% ou menos. Ainda segundo a farmacêutica, seus pesquisadores já estão testando em ensaios clínicos um novo fármaco que possa ser capaz de neutralizar novas cepas do coronavírus e que também possa ser utilizado na prevenção da doença.



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