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Companhia confirma morte de passageiro não listado no voo 2283; Número de vítimas do desastre aéreo em Vinhedo sobe para 62

10 de ago. de 2024
4 min de leitura

Segundo a Voepass, o nome de Constantino Thé Maia não constava na lista devido a uma "questão técnica identificada pela companhia relacionada às validações de check-in". O avião caiu na sexta-feira em uma área residencial de Vinhedo, interior de São Paulo.


Imagens do avião após o acidente - Foto Reprodução / TV Globo





A tragédia aérea que abalou a cidade de Vinhedo ganhou um novo capítulo nesta manhã deste sábado (10). A companhia aérea VoePass, responsável pelo voo 2283, confirmou a morte de um passageiro que não constava na lista oficial de ocupantes da aeronave, elevando o número total de vítimas para 62. A empresa explicou que o nome de Constantino Thé Maia não constava na lista de passageiros embarcados devido a uma "questão técnica" relacionada à validação do check-in, do embarque e à contagem de passageiros.


Em nota, a VoePass afirmou que, em respeito à identidade do passageiro e de sua família, decidiu confirmar a presença de Constantino no voo apenas quando todas as dúvidas tivessem sido esclarecidas. De acordo com a família, que já considerava Constantino desaparecido desde sexta-feira, ele tinha 50 anos, residia no Rio Grande do Norte e atuava como representante comercial de diversas empresas do setor de construção civil.


Desastre Aéreo


O desastre ocorreu no início da tarde da última sexta-feira (09), quando a aeronave, de modelo ATR-72 caiu de quase 4 mil metros em 1 minuto, em uma área residencial do município paulista. O avião comercial, que decolou de Cascavel, no Paraná, com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, voou por 1 hora e 35 minutos sem registrar nenhuma anomalia até realizar uma curva brusca e desaparecer do radar. O impacto ocorreu em um terreno de uma casa do condomínio residencial Recanto Florido, resultando em uma explosão.


Segundo informações das autoridades, nenhuma pessoa ficou ferida em solo. As 62 pessoas a bordo da aeronave perderam a vida, tornando-se o pior desastre aéreo do país em termos de vítimas desde 2007. A causa do acidente ainda é desconhecida, mas a queda em espiral do avião sugere a possibilidade de um estol, um fenômeno em que a aeronave perde a sustentação necessária para manter o voo, segundo especialistas. Durante um estol, a asa da aeronave perde completamente sua capacidade de sustentação, provocando uma queda repentina. A possibilidade de recuperar o voo depende da altitude e das condições do momento.


Ordem Cronológica do Tragédia em Vinhedo


A aeronave transportava 58 passageiros e 4 tripulantes - Foto Reprodução / site Flight Radar





A aeronave decolou às 11h46 e o voo ocorreu sem incidentes até às 12h20. Após 24 minutos, subiu até atingir uma altitude de 5 mil metros às 12h23, mantendo essa altitude até às 13h21, quando começou a perder altitude. Nesse momento, a aeronave executou uma curva brusca. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a partir das 13h21, a aeronave não respondeu às comunicações do Controle de Aproximação de São Paulo, não declarou emergência nem informou sobre condições meteorológicas adversas.


Às 13h22, um minuto após o último registro, a altitude havia caído para 1.250 metros, representando uma descida de aproximadamente 4 mil metros a uma velocidade de 440 km/h. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) relatou que o 'Salvaero' (órgão que tem a responsabilidade de coordenar as operações de busca e salvamento), foi acionado às 13h26 e encontrou a aeronave acidentada dentro de um condomínio.


Atualizações Até o Momento


A última atualização informa que 21 corpos foram retirados dos escombros e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo para identificação. A perícia realizada durante a madrugada foi conduzida por um gabinete de crise formado pelas polícias Federal, Militar, Civil e Científica, além do Cenipa, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e representantes da companhia aérea Voepass. Um scanner 3D, utilizado pela Polícia Federal, é uma tecnologia avançada que facilita a localização dos corpos. Maycon Cristo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, detalhou o trabalho realizado: inicialmente, foi feita uma perícia na parte externa da aeronave e, em seguida, iniciou-se um processo mais meticuloso de recorte da aeronave para retirar partes localizadas em áreas de difícil acesso.


"A gente considera um documento, aparelho celular, posicionamento na aeronave, tudo isso para colaborar para a identificação. Considerando toda essa coleta de evidências, aí a gente retira o corpo, coloca no carro e leva para o IML de São Paulo para concluir a identificação", explicou o porta-voz.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável pela investigação desses eventos. De acordo com as informações fornecidas pelo órgão, as caixas-pretas da aeronave foram encontradas próximas aos destroços do avião e já foram enviadas para análise na sede do órgão em Brasília.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) manifestou seu pesar pelo incidente e informou que monitorará "o atendimento prestado às vítimas e aos seus familiares pela empresa, além de adotar as medidas necessárias para investigar a situação da aeronave e dos tripulantes". A Polícia Federal também divulgou a abertura de um inquérito para investigar o acidente.

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